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Alemanha

Diferenças entre leste e oeste persistem na Alemanha

Estudo aponta que, 25 anos após a Reunificação do país, ainda há lacunas entre as antigas Alemanhas Oriental e Ocidental. Discrepâncias são percebidas em termos de salário, estrutura e comportamento.

O abismo entre as antigas Alemanhas Oriental e Ocidental ainda persiste, 25 anos após a reunificação do país, aponta um estudo do Instituto de Berlim para População e Desenvolvimento, divulgado nesta quarta-feira (22/07).

O ex-chanceler alemão Helmut Kohl prometeu aos alemães orientais "paisagens floridas" à época da Reunificação alemã, em 1990. Entretanto, após um quarto de século, a pesquisa indica que apenas algumas poucas flores brotaram no leste do país.

A discrepância entre o leste e o oeste é percebida nas diferenças salariais, nas convicções religiosas e no comportamento da população. Os autores do estudo acreditam que ainda deverá levar mais uma geração para que a Alemanha possa crescer em conjunto.

"Os resultados nos surpreenderam", afirma o diretor do instituto, Reiner Klingholz, ressaltando que hoje, assim como em 1990, "as duas metades da Alemanha são impressionantemente diferentes". Foram pesquisadas 25 áreas, que incluem as rendas mensais, saúde, educação e comportamento.

Uma combinação de fatores, como estruturas econômicas ultrapassadas no leste e o estilo de vida imposto pelo antigo regime comunista, prejudicaram uma verdadeira integração do país. "A unidade não é um ato político, mas sim, um longo processo", diz Klingholz.

Trabalhadores no leste alemão recebem, em média, um quarto a menos do que os do oeste, além de trabalhar mais e ter menor produtividade. Enquanto algumas cidades do leste prosperam, como Leipzig e Dresden, o valor das propriedades na antiga Alemanha Oriental corresponde, em média, à metade do equivalente no lado ocidental.

Estereótipos e religião

Uma das revelações mais surpreendentes do estudo são as diferenças de opinião da população nos dois lados do país. No oeste, cerca de 30% da população é favorável à ideia de que o homem deve trabalhar fora enquanto a mulher fica em casa, uma proporção duas vezes maior do que no leste, onde tradicionalmente, as mulheres da antiga Alemanha Oriental saíam de casa para trabalhar.

Aproximadamente três quartos da população do leste do país não pertence a comunidades religiosas, número que é inversamente proporcional na parte ocidental.

No lado oriental, existem mais pessoas solteiras, maior evasão escolar e maiores reservas quanto a estrangeiros. No oeste, uma em cada quatro crianças com menos de três anos frequenta uma creche, enquanto no leste, esse número corresponde a mais da metade.

Alguns estereótipos ainda perduram. O mais frequente entre os alemães orientais é o de que os compatriotas do oeste são arrogantes e convencidos – visão compartilhada por 34% da população.

A unificação é um processo longo e complicado de reaproximação, que talvez nunca seja totalmente concluído por razões estruturais, resume Klingholz. "O fato de que muitos ocidentais nunca estiveram no leste do país é apenas um sinal de que a unidade ainda deverá levar mais do que uma geração", aponta.

Cerca de 19 milhões de alemães – pouco menos de um quarto da população – nasceram nos 25 anos após a reunificação do país. O estudo indica que, até 2040, quando a união das duas Alemanhas irá completar 50 anos, essa quantidade deverá dobrar. "No máximo até lá, teremos uma nova Alemanha", afirma Klingholz.

RC/rtr/dpa

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