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Alemanha

Diabetes: o mal sorrateiro se alastra

Milhões de pessoas sofrem de diabetes na Alemanha. Em toda a União Européia, o número de diabéticos aumentou em cerca de 20% na última década.

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O paciente só percebe muito tarde os sintomas

Entre os diversos tipos da enfermidade, o que mais vem aumentando é o diabetes melito do tipo 2 – a síndrome adquirida, geralmente a partir da meia idade, em conseqüência dos hábitos sedentários e excessos alimentares. A vida moderna cobra seu tributo: duplicou, nos últimos dez anos, o número de pessoas acometidas por este subtipo da doença na Alemanha.

A União Européia e as autoridades do setor de saúde pública dos países membros enfrentam o desafio através de intensas campanhas de esclarecimento popular sobre as causas da doença e as formas para evitá-la. E procuram conscientizar os cidadãos da necessidade de uma vida regrada e de controles médicos periódicos.

O mal sorrateiro

Não existem estatísticas exatas sobre o número total de diabéticos na Alemanha. Alguns especialistas falam de 5 milhões, outros de até 8 milhões. Uma coisa, porém, é tida como certa: cerca da metade dos casos da doença foi descoberta por casualidade. Por esta razão, acredita-se que um grande número dos enfermos ainda não sabe que sofre de diabetes. Em geral, decorre uma média de 5 a 12 anos até que o paciente comece a sentir os sintomas típicos da doença.

Este tempo é precioso, pois uma descoberta precoce da enfermidade pode impedir seqüelas graves, como a cegueira. Só na Alemanha, todos os anos, quatro mil pessoas perdem a visão em conseqüência de diabetes. Pelo menos a metade delas poderia evitar o pior, através de um tratamento iniciado em tempo hábil. O mesmo vale para outras conseqüências graves do descobrimento tardio da doença: amputações, lesões renais e enfartes cardíacos.

Prejuízos econômicos

O diabetes constitui também um grave problema econômico. Os prejuízos causados pela enfermidade são enormes: gastos de saúde pública, perdas no setor de mão-de-obra, aumento de despesas das caixas de previdência com aposentadoria precoce por invalidez. Um tratamento da doença em tempo hábil poderia reduzir tais prejuízos em cerca de um terço, segundo cálculos do Ministério da Saúde da Alemanha.

Na Universidade de Heidelberg, um projeto a ser iniciado em 2003 pesquisará novas formas de prevenção da doença. O estudo, com uma duração prevista de cinco anos, visará sobretudo uma redução das seqüelas cardíacas, renais e de visão do diabetes.