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Economia

DGB quer temas econômicos no centro da campanha eleitoral

A Confederação Sindical Alemã (DGB) quer aproveitar a campanha eleitoral para tentar impor as suas reivindicações concernentes à política econômica e trabalhista nas plataformas dos partidos políticos.

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Michael Sommer adverte para as reivindicações dos sindicatos

Segundo o presidente da Confederação Sindical Alemã (DGB), Michael Sommer, a preservação de autonomia nos acordos coletivos de trabalho entre empregados e patrões, a reforma do sistema de saúde e o combate ao desemprego são os temas prioritários para os sindicatos. A entidade pretende sensibilizar os seus oito milhões de filiados para que observem atentamente as promessas dos diversos candidatos em relação a tais questões.

Michael Sommer afirma que a DGB não pretende fazer campanha para um partido ou um candidato determinado. A entidade tampouco pretende dar apoio financeiro a qualquer um dos partidos. Ainda assim, a campanha de esclarecimento entre os associados deverá ter um custo total de 2 milhões de euros. Em 1998, os sindicatos declararam-se abertamente em prol de uma mudança de governo, apoiando a candidatura do social-democrata Gerhard Schröder, e gastaram o dobro da verba deste ano.

Em defesa do piso salarial

Apesar da alegada imparcialidade, o líder sindicalista critica duramente a intenção dos conservadores da CDU-CSU (União Democrática Cristã – União Social Cristã) de romper a obrigatoriedade de cumprimento dos acordos coletivos de salário pelas empresas que se encontrarem em crise. Na opinião da equipe econômica oposicionista, a possibilidade temporária de remunerar os empregados abaixo do piso salarial acertado com os sindicatos poderia salvar muitas empresas em crise e até mesmo gerar novos empregos. Isto é contestado pela confederação sindical.

O atual governo de coalizão teria feito grandes esforços no combate ao desemprego, na opinião de Sommer, chegando a obter alguns êxitos isolados. Mas não foi alcançada a meta principal: reduzir sensivelmente o número dos desempregados no país. A culpa, diz o presidente da DGB, pode ser atribuída em parte à crise da economia mundial, mas também ao fato de que o setor patronal não cumpriu os acertos feitos no âmbito da chamada Aliança para o Trabalho, que congregou representantes do empresariado, dos sindicatos e do governo.