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Mundo

Dezenas de mortos e feridos em atentado a bomba em Ancara

Menos de um mês depois do ato reivindicado por dissidência do PKK, novo carro-bomba explode na capital turca, matando ao menos 34 pessoas e ferindo 125. Autoridades também atribuem autoria a curdos.

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Explosão se alinha a série de atentados na Turquia

Uma forte explosão abalou o centro da capital turca, Ancara, na noite deste domingo (13/03). Ao menos 34 pessoas morreram e 125 ficaram feridas, sendo 19 em estado crítico, segundo o governo turco. Fontes oficiais afirmam que a detonação partiu de um automóvel carregado de explosivos. Entre os mortos podem estar dois suicidas responsáveis pela explosão.

Falando à agência de notícias Reuters, autoridades de segurança atribuíram a possível a autoria ao Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK) ou a um grupo associado a essa organização declarada ilegal e perseguida pelo governo turco.

Um policial disse à agência de notícias AP que uma mulher pode estar entre os suicidas responsáveis pelo ataque.

O atentado ocorreu na principal avenida da cidade, a Ataturk Bulvari, perto da praça de Kizilay, um importante polo de transporte urbano. O carro-bomba estava estacionado perto de um ponto de ônibus, perto de um parque. Imagens de televisão mostram vários veículos reduzidos a destroços no raio da explosão, inclusive um ônibus.

A explosão, que pôde ser ouvida a vários quilômetros de distância, gerou uma chuva de detritos sobre a área atingida, localizada a poucas centenas de metros dos Ministérios da Justiça e do Interior, de uma corte superior e do antigo escritório do primeiro-ministro.

O primeiro-ministro Ahmet Davutoglu convocou uma reunião de emergência com autoridades de segurança logo após o atentado. O presidente Recep Tayyip Erdogan afirmou que vai fazer o "terrorismo se ajoelhar" e disse que a Turquia vai usar seu direito de auto-defesa e prevenir futuros ataques.

A ocorrência se alinha na recente série de ataques. Em 17 de fevereiro, um carro-bomba também matou 29 pessoas na capital da Turquia. O ato foi reivindicado por uma facção dissidente do PKK.

AV/rtr/afp/ap/dpa

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