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Alemanha

Dez pessoas são acusadas por tragédia da Love Parade na Alemanha

Supostos responsáveis pela morte de 21 pessoas durante festival de tecno em 2010 são acusados de homicídio culposo e lesão corporal involuntária e podem pegar até cinco anos de prisão.

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Equipes de resgate atendem vítimas após pânico coletivo na Love Parade, em julho de 2010

A promotoria da cidade de Duisburg, no oeste da Alemanha, quer levar dez pessoas à Justiça por suspeita de responsabilidade pela

tragédia

que causou a morte de 21 pessoas em 24 de julho de 2010, durante o festival de música eletrônica Love Parade, após um pânico em massa.

Os supostos responsáveis, cujos nomes não foram divulgados, são acusados de homicídio culposo e de lesão corporal involuntária, segundo afirmou nesta quarta-feira (12/02) o procurador Horst Bien. "As vítimas, seus parentes e os sobreviventes ainda sofrem por causa dos acontecimentos traumáticos da época", declarou. Se condenados, os acusados podem pegar até cinco anos de prisão.

Entre eles estão quatro funcionários da Lopavent, empresa organizadora do evento, e seis funcionários da administração de Duisburg. Durante o pânico coletivo, há três anos e meio, 19 pessoas foram esmagadas, pisoteadas até a morte ou morreram sufocadas. Mais duas morreram no hospital e mais de 500 participantes do festival ficaram feridos. Entre as vítimas fatais – 13 mulheres e oito homens – contaram-se sete estrangeiros oriundos da Austrália, da Itália, da Holanda, da China, da Bósnia e da Espanha.

Na tragédia, parte da massa de pessoas que participava de um dos maiores eventos de tecno da Europa acabou sendo forçada a passar por um túnel estreito, único local disponível para entrada e saída da área do festival na cidade industrial.

As

investigações

do caso mostraram que o túnel era estreito demais para o fluxo de participantes do evento. Segundo Bien, os envolvidos na organização tinham obrigação de reconhecer que, com a grande afluência de pessoas, o sistema de segurança falharia e haveria situações de risco de vida.

O então prefeito de Duisburg,

Adolf Sauerland,

e o presidente da Lopavent, Rainer Schaller, não foram acusados. Segundo Bien, houve arquivamento de mais seis processos por falta de provas suficientes para formalizar uma acusação.

RK/dpa/afp/ap

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