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Cultura

Devolver, não esquecer

A Fundação "Devolver" induz os herdeiros daqueles que lucraram com as injustiças do nazismo contra os judeus a assumir responsabilidades.

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Lojas pertencentes a judeus foram desapropriadas pelos nazistas

Quatro mulheres deram o primeiro passo e criaram, em Berlim, a Fundação "Devolver" que, desde 1995, vem fomentando o trabalho de judias na arte e nas ciências. Entre as iniciadoras do projeto, encontrava-se a educadora Hilde Schramm, filha de Albert Speer, arquiteto e, mais tarde, ministro do Armamento de Hitler.

A idéia básica das idealizadoras é financiar as bolsas de estudo que a fundação concede com doações feitas por pessoas que tenham lucrado, ou que continuem lucrando na condição de herdeiros, com as desapropriações de bens dos judeus pelos nazistas no âmbito da chamada "arianização".

O exemplo inicial foi dado pela própria Hilde Schramm. Ela herdara alguns quadros românticos, que estavam em posse do seu pai desde a década de 30 e cuja origem não estava completamente esclarecida. Não querendo ficar com eles, mandou leiloá-los e investiu o dinheiro na fundação.

Schramm tem consciência de que uma decisão como a sua nem sempre é fácil de ser tomada. A geração dos herdeiros não tem culpa pessoal nos acontecimentos da era nazista. A origem de objetos de arte e bens recebidos de gerações anteriores nem sempre é clara. Em muitos casos, é difícil avaliar a amplitude das vantagens conseguidas, por exemplo, por alguém que subiu na vida sendo promovido para um posto vago que fora ocupado na empresa por algum judeu extraditado.

Os doadores que contribuem para o trabalho da "Devolver" têm consciência de que as injustiças cometidas não podem ser anuladas. Mas vêem na devolução uma maneira justa de compensação, afirma Karin Wieckhorst, diretora da entidade.

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