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Mundo

Detidos suspeitos de planejar ato terrorista

Três supostos mentores de atentado contra o premiê iraquiano, Iyad Allawi, em sua visita a Berlim, continuam detidos. Suspeito libanês é libertado. Investigadores buscam na Noruega pistas sobre organização terrorista.

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Medidas de segurança e busca de pistas sobre organização terrorista

Depois de ter sido provado que os atentados de 11 de setembro foram arquitetados dentro da Alemanha, o que o serviço secreto e as autoridades do país menos gostariam de ver acontecer sob seus olhos seria um atentado terrorista. Atentado este cuja vítima seria um primeiro-ministro iraquiano, que não esconde o apoio que recebe dos EUA.

Alarme geral

Ajad Allawi bei Gerhard Schröder

Allawi e Schröder, em Berlim

Mesmo que o pior tenha sido evitado, o fato de que Iyad Allawi, o premiê em questão, tenha sido a meta não atingida de um ataque terrorista dentro do território alemão, alarmou as autoridades do país. A ação da Polícia Federal ao evitar o ato foi, por isso, fartamente elogiada por políticos de várias facções.

A Procuradoria Geral da República decretou a prisão, no último sábado (4/12), de um quarto suspeito, de cidadania libanesa, que foi no entanto libertado em seguida. Na última sexta-feira (3/12), três iraquianos haviam sido detidos após uma série de buscas empreendidas em Stuttgart, Augsburg e Berlim. No sábado (4/12), foram apresentados ao Supremo Tribunal Federal, em Karslruhe e continuam detidos.

Escuta telefônica

De acordo com informações divulgadas pelo semanário Der Spiegel, os acusados revidam qualquer envolvimento nos planos de atentado a Allawi. Ainda segundo a revista, as autoridades alemãs chegaram aos supostos terroristas através da escuta de um telefonema entre o iraquiano Rafik Y., em Berlim, e seu compatriota Ata R., em Stuttgart – este já na mira da polícia desde outubro de 2003, sob suspeita de envolvimento no transporte de imigrantes ilegais.

Acredita-se que Ata R. seja a principal cabeça da organização extremista Ansar al Islam no Estado alemão de Baden-Württemberg. A polícia alemã já havia sido alertada pelo serviço secreto italiano em março de 2003, após ter sido detectada uma ligação entre Ata R. e Mohamed Tahir Hamid, membro da organização, detido na Itália.

Conexão norueguesa

Maskierte und bewaffnete Sicherheitsbeamte stehen am Samstag, 4. Dezember 2004, vor ihrem Fahrzeug auf dem Gelaende des Bundesgerichtshofes in Karlsruhe

Policiais na porta no Supremo Tribunal Federal, em Karsruhe

Também por ocasião da prisão de Mullah Krekar, fundador e líder espiritual da organização Ansar al Islam (Auxiliares do Islã), em Oslo, no último ano, foi encontrado o número de Ata R. Krekar, que vive na Noruega desde 1991, afirma ter se desligado do grupo em maio de 2002.

Autoridades alemãs estimam que a Ansar al Islam, que foi fundada por ativistas curdos no norte do Iraque, tenha cerca de mil adeptos, dividos em diversos subgrupos. A organização de extremistas controlou um enclave no norte iraquiano até a queda de Saddam Hussein, tendo sido responsabilizada por vários ataques a forças norte-americanas na região.

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