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Mundo

Detidos por assassinato brutal em Londres já haviam sido investigados

Polícia britânica vasculha cidade em busca de possível prova de ligação entre suspeitos, que teriam origem nigeriana, e grupos terroristas. Segurança é reforçada em áreas de instalações militares.

Os dois homens acusados de matar o soldado britânico, na quarta-feira (22/5), em Woolwich, na região sudeste de Londres, já haviam sido alvo de investigações anteriores dos serviços de segurança no Reino Unido. A informação foi divulgada por uma fonte do governo britânico sob a condição de anonimato.

Os primeiros indícios são de que os dois – que foram baleados pela polícia e continuam hospitalizados – agiram de forma independente, mas a polícia vasculhou diversas partes da cidade para tentar descobrir se eles fazem parte de um grupo organizado. Também teriam sido realizadas operações em casas de parentes dos suspeitos na cidade de Lincoln.

O suspeito gravado em vídeos de testemunhas foi identificado como Michael Adebolajo, nascido em Londres, de ascendência nigeriana e convertido a tendências fundamentalistas do Islã. O outro teria nascido na Nigéria e se naturalizado britânico. Os dois teriam matado o soldado a golpes de machadinha e faca em represália à participação britânica em guerras em países de maioria muçulmana.

Nas gravações amadoras, reproduzidas pela imprensa britânica, Adebolajo, com as armas do crime e as mãos ainda sujas de sangue, dá um depoimento a um cinegrafista amador justificando seus atos.

"Juramos pelo todo-poderoso Alá que jamais vamos parar de lutar", disse o homem diante da câmera, com o corpo da vítima alguns metros atrás. "A única razão para termos feito isso é porque muçulmanos estão morrendo todos os dias. Este soldado britânico é olho por olho, dente por dente. Temos que lutar contra eles. Peço desculpas por mulheres terem que ter assistido a isso. Mas na nossa terra as nossas mulheres têm que ver o mesmo."

O assassinato brutal acontece um mês depois da explosão das bombas na Maratona de Boston. É a primeira ação de radicais em Londres após os ataques suicidas quem mataram 52 pessoas na capital britânica em 2005.

Cidade em alerta

O ataque aumenta o medo do ressurgimento do que as forças antiterroristas definem como "lobos solitários" – pessoas que planejam e executam ações violentas em nome de alguma causa, mas de forma independente. O primeiro-ministro David Cameron convocou reunião de emergência com os chefes da inteligência do país para saber detalhes do que chamou "ataque terrorista".

Großbritannien Mord Soldat in London David Cameron

Cameron diz que ataque foi traição

"Nunca vamos aceitar o terrorismo em nenhuma de suas formas", disse Cameron. "Isso não foi um ataque ao Reino Unido ou ao jeito britânico de viver: foi uma traição ao Islã e à comunidade muçulmana que tanto tem contribuído com nosso país. Não existe nada no Islã que justifique este ato terrível", disse Cameron.

A segurança foi intensificada nas áreas de instalações militares e quartéis na capital britânica. A polícia também anunciou o uso de patrulhas extras em zonas consideradas "sensíveis", incluindo locais de culto religioso, terminais de ônibus, estações de trem e áreas de grande circulação de pessoas.

Os órgãos de segurança liberaram poucas informações sobre o estado de saúde dos dois suspeitos feridos, mas confirmaram que a vítima era um soldado britânico da ativa, porém à paisana no momento do ataque. Seu nome, no entanto, não foi divulgado a pedido da família.

A prevenção contra esse tipo de crime é considerada um desafio para os órgãos de segurança britânicos, principalmente em uma cidade como Londres, com 40% da população de origem estrangeira. "Fora o fato de ser terrivelmente bárbaro, foi uma ação bastante direta e simples de ser executada, sem o uso de técnica sofisticada. Isto torna complicado de ser enfrentado", disse um agente de segurança.

MP /rtr /ap

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