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Mundo

Destroço reacende esperança de esclarecer mistério do MH370

Descoberta de fragmento de um avião em ilha no Oceano Índico deixa familiares de vítimas do voo da Malaysia Airlines ansiosos por explicação sobre o desaparecimento da aeronave. Pedaço de bagagem é encontrado.

Parentes de passageiros e tripulantes a bordo do voo MH370 da Malaysia Airlines, que desapareceu em março de 2014, falaram nesta quinta-feira (30/07) sobre sua turbulência emocional e ânsia por notícias. Um destroço que pode ser do Boeing 777-200 em questão foi

encontrado numa ilha no Oceano Índico

nesta quarta-feira.

Alguns familiares disseram desejar o fim da falta de respostas e, ao mesmo tempo, ter esperança de que possa haver sobreviventes. Sara Weeks, irmã do passageiro neozelandês Paul Weeks, afirmou que chegou a "ficar enjoada" quando viu a notícia sobre o destroço encontrado na Ilha da Reunião, departamento (província) ultramarino do governo francês.

"Não há um dia no qual não penso sobre o que aconteceu", disse Weeks. "Estou esperançosa, mas ao mesmo tempo não estou. Acho que, enquanto não se sabe, ainda se tem esperanças. Precisamos saber o que aconteceu. Pelo menos se [a peça] for confirmada como parte do avião, poderemos avançar à próxima fase, que ainda é bastante similar ao ponto em que estávamos antes: o que aconteceu, onde está o resto do avião e onde está meu irmão."

Jacquita Gonzalez, esposa do supervisor malaio da tripulação do voo, Patrick Gomes, disse que a notícia do destroço encontrado a deixou num turbilhão de emoções. "Começou tudo de novo, ficar olhando constantemente para o smartphone na espera por notícias", disse. "Estou tentando manter minha mente ocupada com outras coisas e esperar que as pessoas competentes ao menos me deixem saber o que está acontecendo."

Já G. Subramanian afirmou que seu coração volta a se partir toda vez que lhe perguntam sobre o filho S. Puspanathan, que estava a bordo do Boeing 777-200. "Espero que possamos confirmar que isso [a peça] seja do MH370. Eu quero uma conclusão para este mistério", disse ele. "Mas mantemos a esperança de que Puspanathan ainda esteja vivo."

Em busca de certeza

A maioria dos 239 passageiros e tripulantes a bordo do voo MH370 era chinesa. Alguns dos parentes dessas vítimas publicaram um comunicado conjunto, pedindo por um rápido desfecho das investigações. "Não queremos ouvir de novo algumas autoridades dizendo estar 99% certas. Em vez disso, queremos uma confirmação de 100%", disse o texto.

"A

confirmação ou não sobre se o destroço fazia parte do MH370

, não deve influenciar o comprometimento das diferentes partes. A busca pelo MH370 não deve ser abandonada", acrescentou o comunicado.

O primeiro-ministro malaio, Najib Razak, disse nesta quinta-feira que o destroço encontrado "muito provavelmente" pertencia a um Boeing 777, "mais ainda precisamos verificar se é do voo MH370".

Muitos dos parentes dos passageiros têm criticado o gerenciamento do desastre por parte da Malásia e questionaram os relatos da descoberta na Ilha da Reunião. "A mão de obra e outros recursos que foram usados nesta busca são enormes, mas o que foi descoberto é tão pouco e pode ainda nem ser parte dos restos do avião", disse Hong Xiufang, cujos filho, nora e neta estavam no avião. "Tantos países trabalharam nas buscas, mas nenhum conseguiu encontrá-lo, nem destroços. Então, por que de repente descobriram os restos agora?", questionou.

Bagagem encontrada

Parte de uma mala foi encontrada nesta quinta-feira na Ilha da Reunião, não muito longe do local onde se descobriu o destroço de avião no dia anterior.

"O pedaço de bagagem estava aqui desde ontem, mas ninguém prestou atenção", disse Johnny Begue, membro da associação de limpeza local que encontrou o fragmento que se acredita ser da asa de um avião. O pedaço da mala localizado inclui um zíper fechado. "É muito estranho, me dá arrepios", disse Begue.

As autoridades de transporte aéreo locais que estão analisando o destroço encontrado também recolheram o fragmento de bagagem. O possível pedaço de asa de avião seria enviado a Toulouse, na França, para investigação, disse o primeiro-ministro da Malásia nesta quinta-feira.

PV/afp/ap

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