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Economia

Design, arma contra a crise

A maior feira mundial de móveis, a IMM Cologne, está sendo realizada em Colônia até o domingo (19/1), com a participação de 1350 expositores, na sua maior parte provenientes do exterior.

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Funcionalidade e estética são indispensáveis para conquistar os clientes

Os organizadores da IMM Cologne procuram difundir otimismo e não poupam superlativos para descrever os negócios no setor. A feira de 2003, que abriu seus portões na segunda-feira (13/1), ocupa inteiramente as áreas disponíveis no parque de exposições de Colônia.

Cerca de 65% das empresas expositoras são estrangeiras, provenientes de cerca de 50 países. Na sua maior parte, da Itália, Dinamarca, Holanda, Suíça, França, Áustria e Espanha. O Brasil é representado por uma única firma – a Lafer, de São Paulo, que comparece todos os anos à mostra de Colônia.

O interesse estrangeiro na IMM Cologne tem a sua razão de ser: os alemães são os campeões europeus na compra de móveis. Gastam anualmente cerca de 425 euros per capita para renovar seu mobiliário doméstico, enquanto a média geral européia é de 260 euros.

Apesar de todo o otimismo dos promotores da feira, a retração de consumo na Alemanha acabou envolvendo também o setor de móveis em 2002. Houve uma queda de faturamento da ordem de 10% em relação ao ano anterior, que já não fora dos melhores.

Receita contra a crise

Segundo Helmut Lübke, presidente da Associação das Indústrias Alemãs de Móveis, as características tradicionais de qualidade não são suficientes para a obtenção de êxito na época de má conjuntura. Segundo ele, o setor vai além disto: "Sempre falamos de made in Germany como símbolo de qualidade. Mas hoje fazemos mais que isso. Poderia se dizer Design from Germany. Pois entendemos o design como algo completo."

Para Lübke, o design não existe para agradar ao sentimento estético dos desenhistas industriais, mas sim para satisfazer às necessidades dos clientes. "É algo completo, incluindo funcionalidade, ergonomia, sensação tátil, ecologia e, assim, qualidade. Temos de incluir todos esses fatores e, no final, também a estética."

É através do design que a indústria alemã de móveis pretende incentivar o consumidor alemão a renovar a mobília da sua casa com maior freqüência. E convencê-lo a comprar produtos alemães, uma vez que o mercado é cada vez mais disputado por peças futurísticas da concorrência italiana ou escandinava.

Pouca exportação

O incentivo ao consumo interno é uma questão vital para as 1300 firmas alemãs que produzem móveis para moradias e escritórios. Um total aproximado de 150 mil pessoas depende diretamente dos empregos do setor.

Mas cerca de 80% do faturamento corresponde às vendas dentro da própria Alemanha. As exportações não atingem mais que um quinto da produção e ficam restritas, em geral, aos países vizinhos: Holanda, Áustria, Suíça, França e Bélgica.

Somente num setor específico do ramo é que as exportações começam a desempenhar um papel de maior destaque: o dos móveis de cozinha. Nos últimos cinco anos, as vendas no exterior aumentaram em mais de 30%, com tendência de crescimento ainda maior. As principais marcas de cozinhas de fabricação alemã, Poggenpohl, Siematic ou Bulthaup, por exemplo, tornam-se cada vez mais conhecidas e apreciadas em todo o mundo. As encomendas são recebidas não apenas de países europeus, mas também da Ásia e da América Latina.

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