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Alemanha

Desemprego pode virar motivo de show de TV

Canal de televisão Neun Live quer sair do clichê do show com perguntas banais e apela fundo: planeja fazer "o show do emprego" na Alemanha, ainda este ano, segundo Christiane zu Salm, diretora da empresa.

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De casa, o espectador participará da seleção de candidatos a empregos

No novo programa, os telespectadores participarão votando, por telefone, em uma pessoa entre os desempregados participantes. O vencedor será premiado com um emprego "novinho em folha".

Tudo se faz para chamar a atenção do público e receber mais ligações, a fonte de financiamento do canal, que retém a metade do dinheiro obtido com os telefonemas, feitos sempre através de um determinado provedor. Jogos e brincadeiras, atualmente um dos pontos fortes do Neun Live, continuarão sendo usados para animar a moçada a correr para o telefone.

Para ficar ainda mais irresistível, o canal oferecerá mais do que os atuais 100 euros em prêmios. A ambição de Salm é que os participantes do outro lado da telinha não liguem só pelo dinheiro, mas também para mudar o quadro social e político do país.

Levando fé no telefone

Que internet que nada, a chefe da emissora Neun Live acredita no poder do telefone e que a junção telespectador, desempregado e telefone possa ser a mistura exata. Segundo Salm, o conceito do programa pode chocar, exatamente por ser simples: "Eu nunca entendi por que sempre se define a comunicação interativa apenas no contexto de controle remoto e computadores".

Quem vai ganhar?

O felizardo, então "ex-desempregado", será escolhido por meio do número de ligações dos telespectadores; e estes participarão ligando, deixando nome e telefone para concorrer a prêmios.

Quem não entrar na linha, não precisa ficar deprimido: Salm já arranjou uma solução para o problema. As pessoas que não conseguirem contato, terão a possibilidade de continuar tentando a sorte em outros fóruns, que funcionarão fora do ar.

Argentina já provou do negócio

Os argentinos, animados com o enorme sucesso do "Who Wants to be a Millionaire? (no Brasil, "Show do Milhão"), já ousaram uma variante semelhante, intitulada "Recursos Humanos".

Centenas de pessoas fizeram testes no canal 13, na esperança de serem escolhidas como participantes do programa. Entre os pré-candidatos havia advogados, aposentados e travestis.

Marcelo Fernandez foi um exemplo. O jovem argentino se emocionou ao conseguir um emprego, fixo por seis meses e salário correspondente a 160 euros, para atarraxar tubos plásticos.

Winfried Bonk, responsável pelos programas de entretenimento da WDR, uma das maiores emissoras públicas alemãs, considera cínico usar a necessidade das pessoas como base de diversão. Ele ressalta ainda que já recebeu propostas parecidas, mas que elas não terão lugar na WDR.

Stephanie Gélinas, da Endemol, uma grande produtora holandesa de shows de TV e dona da licença do "Big Brother", não se opõe à idéia. Pelo contrário, acha até interessante e ressalta que se feito com um toque de bom gosto, um programa desse tipo pode dar resultados positivos.

Os chineses também aderiram ao modelo de show, que estreou na terça-feira (24) no canal da AsiaTelevision, em Hong Kong. A onda pode chegar ao Brasil, onde a Rede TV está pretendendo importar a idéia.

Da TV para o Congresso

Os argentinos, fartos de seus políticos e aproveitando a deixa do game show, já querem dar um passo adiante com o programa chamado "O Candidato do Povo". O programa entra no ar no domingo (29), no canal América. Onze pessoas terão que convencer o público, de que ela é a melhor representante para concorrer às eleições parlamentares de 2003. O vencedor será indicado como candidato do Partido do Povo, que foi criado pelo canal, partindo da idéia do produtor Sebastian Melendez.