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Alemanha

Desemprego, economia e impostos dominam primeiro duelo

Candidatos travam através do jornal mais vendido na Alemanha primeiro debate para eleição federal de setembro. Oposicionista critica promessas não cumpridas e governista considera inviáveis planos do adversário.

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Desafiante e desafiado: o social-cristão Stoiber e o social-democrata Schröder

Em seu primeiro duelo promovido pela mídia, os dois mais fortes candidatos a chanceler federal da Alemanha, Gerhard Schröder (SPD) e Edmund Stoiber (CSU), trocaram críticas, mas sem entrar em aspectos pessoais do adversário. O debate de 90 minutos foi realizado a portas fechadas, em Berlim, na última quinta-feira. Uma primeira parte foi divulgada com exclusividade na edição deste domingo do jornal Bild, o de maior circulação da Alemanha. A outra metade irá às bancas na segunda-feira. A discussão concentrou-se na política de imigração, de impostos e de combate ao desemprego.

Candidato da oposição conservadora (União Social Cristã/CSU e União Democrata-Cristã/CDU), Stoiber explorou sobretudo a promessa não cumprida de Schröder de reduzir o número de desempregados para menos de 3,5 milhões. O governador social-cristão da Baviera lembrar também que a Alemanha registrou em 2001 o menor crescimento econômico de todos os países da União Européia.

O atual chefe de governo atribuiu estes fatos à má conjuntura mundial e à dependência da economia alemã das exportações, além da alta cota de população economicamente ativa. O social-democrata alegou ainda ter criado, apesar disto, 1,2 milhão de novos postos de trabalho.

Schröder disse apostar agora nas medidas sugeridas pela Comissão Hartz, chefiada por um executivo da Volkswagen. Entre as propostas, está a redução do prazo de pagamento do seguro-desemprego. Stoiber contra-atacou dizendo que muitas das sugestões da comissão já são defendidas há anos pela oposição, tendo sido ignoradas pelo governo.

O chanceler federal destacou que sua coalizão fez finalmente as reformas necessárias ao país, que estavam paradas após 16 anos de governo Helmut Kohl. O oposicionista não se fez de rogado e acusou o partido de Schröder de ter obstruído as propostas de mudanças do antigo governo em seus últimos dois anos. Além disto, as reformas social-democratas teriam levado o país de volta ao passado.

Depois foi a vez do chanceler federal do governo social-democrata e verde criticar o programa tributário e financeiro do candidato oposicionista. Para Schröder, baixar para menos de 40% as contribuições sociais dos assalariados e a taxa máxima do imposto de renda são inviáveis. Stoiber respondeu que seu adversário agora nega tudo que prometeu no passado.

Em todo caso, o candidato a reeleição não quis prever o pior, caso seu desafiante assuma seu posto após o pleito de setembro. "A sociedade civil alemã é estável o suficiente para se defender de um política com a qual não concordo. E a economia alemã é também estável o suficiente para sobreviver ao Sr. Stoiber", cutucou.

Quem não gostou nada do duelo foram os partidos Verde e Liberal, que também possuem candidatos a chanceler. Rezzo Schlauch, líder da bancada verde no parlamento, procurou desmerecer o enfoque personalista do debate, pois "nós não temos uma eleição para chanceler, mas um pleito partidário". De fato, os votos são dados aos partidos e o chanceler é escolhido depois no Parlamento por maioria dos deputados.

Já o Partido Liberal estuda a possibilidade de recorrer à Justiça para garantir que seu presidente e candidato a chanceler, Guido Westerwelle, participe ao menos dos debates previstos na televisão. Por enquanto, as emissoras pretendem realizá-los igualmente no formato americano, apenas com os dois principais candidatos.

Estão programados dois duelos na tevê, um promovido pelos canais privados RTL e Sat.1 (25 de agosto) e outro pelas emissoras públicas ARD e ZDF (8 de setembro). A exemplo do debate do Bild, estão agendados mais dois a serem reproduzidos pela imprensa escrita, no caso o Süddeutsche Zeitung e o Die Welt.