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Mundo

Desconfiança ameaça Grécia no último dia de negociações

Ministros das Finanças da zona do euro retomaram conversações para tentar chegar a um acordo sobre a dívida grega. Representantes europeus demonstram ceticismo sobre compromisso de Atenas em fazer reformas econômicas.

O presidente do Conselho Europeu, Donald Tusk, cancelou uma reunião com os 28 líderes da União Europeia marcada para este domingo (12/07), considerada fundamental para a permanência da Grécia na zona do euro, após as dificuldades encontradas no sábado para se chegar a um acordo sobre um programa de resgate financeiro a Atenas.

Tusk optou por convocar apenas os 19 líderes dos países da zona do euro para uma reunião que deverá durar "até que as conversações sejam concluídas".

No sábado, a reunião dos 19 ministros das Finanças da zona do euro foi marcada pela falta de confiança expressada por algumas autoridades europeias quanto ao cumprimento de medidas de austeridade por parte do governo grego.

O presidente do Eurogupo, Jeroen Dijsselbloem, afirmou que as conversas haviam sido "muito difíceis" em razão das discussões sobre "o tema da confiança e credibilidade".

"Certamente não podemos confiar em promessas", reiterou o ministro alemão das Finanças, Wolfgang Schäuble. Relatos na imprensa alemã no sábado davam conta que Berlim teria preparado um plano para uma saída gradual da Grécia da zona do euro, em um período de cinco anos. O ministério das Finanças não confirmou a informação.

O comissário de Assuntos Monetários da União Europeia, Pierre Moscovici, afirmou que o governo grego deve se comprometer a "fazer mais, em curto e médio prazo" para aplacar a desconfiança dos credores e permitir a liberação de um resgate financeiro ao país.

A votação do Parlamento de Atenas na última sexta-feira, embora tenha resultado na aprovação das reformas econômicas propostas pelo primeiro-ministro Alexis Tsipras, gerou dúvidas sobre a capacidade do governo de adotar rapidamente uma legislação que assegure a implementação das medidas necessárias.

A objeção às reformas por uma parte significativa do partido do governo, o Syriza, elevou temores de uma divisão da base governista.

RC/afp/ap

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