1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Ciência e Saúde

Descoberto escorpião gigante de 460 milhões de anos

Fósseis encontrados nos Estados Unidos indicam que espécie marinha foi o primeiro grande predador da Terra. Animal tinha 1,7 metro de comprimento e garras saindo da cabeça. "Era um animal muito agressivo", diz cientista.

O primeiro grande predador da Terra foi uma espécie de escorpião gigante marinho, que teria vivido há 460 milhões de anos, aponta um novo estudo. Cientistas descobriram, nos Estados Unidos, fósseis dessa até então espécie desconhecida, que tinha aproximadamente 1,7 metros de comprimento e habitava os oceanos muito antes do surgimento dos dinossauros.

Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Yale descobriu sinais do animal no estado americano de Iowa. Aproximadamente 150 peças de fósseis foram encontradas 18 metros abaixo do rio Upper Iowa. Os pesquisadores determinaram que a espécie viveu no período em que o atual Iowa estava sob um oceano.

Na época, basicamente todas as formas mais significativas de vida estavam no mar, afirmou James Lamsdell, principal autor do estudo, publicado na revista BMC Evolutionary Biology nesta segunda-feira (31/08). "Este é o primeiro real grande predador. Eu não gostaria de ter nadado com ele", disse o cientista.

Batizado de Pentecopterus decorahensis, em homenagem a um antigo navio de guerra grego, o animal pré-histórico fazia parte da ordem dos euriptéridos, formada por artrópodes extintos no período Paleozóico, há cerca de 250 milhões de anos. Os euriptéridos eram basicamente escorpiões marinhos.

A criatura teria tido uma dúzia de braços com garras brotando a partir da cabeça e uma cauda pontiaguda. Ao contrário dos escorpiões modernos, a cauda dessa criatura não era usada para picar. Segundo Lamsdell, ela constituía mais da metade do tamanho do animal e era usada mais para o equilíbrio e a natação.

Houve maiores escorpiões marítimos ao redor do mundo, na época, mas estes se alimentavam no fundo do oceano ao invés de praticar a caça dominante, diferenciou Lamsdell, explicando que a criatura usava as garras para agarrar e puxar as presas para a sua boca. "Era obviamente um animal muito agressivo", disse o cientista.

PV/ap/ots

Leia mais