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Mundo

Desastre aéreo: Rússia nega ter ocorrido ataque

Moscou afirmou ser falsa informação de que queda de avião russo no Egito fora provocada por terrorismo. Declaração foi feita após "Estado Islâmico" alegar que derrubou aeronave como represália à ação russa na Síria.

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Equipes internacionais investigam local da queda, nas montanhas do Sinai

O Ministério dos Transportes da Rússia desmentiu neste sábado (31/10) as notícias de que o avião russo que caiu no Egito com 224 pessoas a bordo tenha sido alvo de um ataque terrorista.

"Em alguns meios de comunicação apareceram informações de que o avião de passageiros russo que voava de Sharm el-Sheikh para São Petersburgo foi atingido por um míssil lançado por terroristas. Esta informação não pode ser considerada exata", ressaltou o ministro russo dos Transportes, Maxim Sokolov.

Ele acrescentou que as autoridades russas estão em contato próximo com seus colegas egípcios e que "não há informações que confirmem essas insinuações". O ministro acrescentou que especialistas já atuam no local do desastre, onde "também deverá começar a trabalhar uma comissão internacional", que "fará uma análise cuidadosa de todas as informações e tirará conclusões sobre as causas da tragédia".

Sokolov insistiu que "de acordo com os dados disponíveis" as informações de que o avião foi abatido "não podem ser consideradas verídicas". Segundo relatos da mídia estatal egípcia, o piloto do avião teria dito a controladores de voo em terra que enfrentava problemas técnicos e chegou a pedir permissão para aterrissar.

O grupo terrorista Wilayat Sina, braço egípcio do movimento jihadista "Estado Islâmico" (EI), afirmou ser responsável pela queda do avião russo numa área montanhosa da Província de Sinai com 224 pessoas a bordo.

"Os soldados do Califado conseguiram abater um avião russo na província do Sinai transportando mais de 220 cruzados que foram mortos", divulgou o grupo extremista num comunicado colocado nas redes sociais, indicando ter agido como "represália" à intervenção russa na Síria.

De acordo com especialistas militares, os combatentes do "Estado Islâmico" no Sinai não possuem mísseis terra-ar capazes de atingir um avião a uma altitude de 9.100 metros, como era o caso da aeronave russa durante seu último contato de rádio. No entanto, os especialistas não excluem a possibilidade de uma bomba a bordo ou de a aeronave ter sido atingida por um foguete ao perder altitude, devido a problemas técnicos.

O avião, um Airbus A320, pertencente à empresa russa Kogalymavia (que também opera sob os nomes Kolavia e MetroJet), desapareceu dos radares cerca de 23 minutos após decolar de Sharm el-Sheikh.

A chanceler federal alemã, Angela Merkel, ligou para o presidente russo, Vladimir Putin, para expressar suas condolências. "A Alemanha chora as vítimas, juntamente com a Rússia", afirmou Merkel, de acordo com porta-voz do governo alemão.

MD/efe/afp/

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