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Mundo

Desaparecidos no Saara

Até esta segunda-feira, o Ministério alemão do Exterior não tinha pistas dos 29 turistas desaparecidos no Saara. Os viajantes estão desaparecidos, em parte, desde fins de fevereiro.

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Os turistas desaparecidos

O governo alemão já havia composto, na semana passada, uma comissão de emergência para tratar do desaparecimento. Também na última semana, o Ministério das Relações Exteriores expediu uma advertência para que fossem evitadas viagens a esta região.

Os desaparecidos — 15 alemães, um sueco residente na Alemanha, oito austríacos, quatro suíços e um holandês — faziam parte de seis grupos de turistas, que estavam de carro ou motocicletas. Uma primeira pista poderia ser um carro camuflado e um sistema subterrâneo de túneis descoberto no final de semana por uma caravana junto a um canyon de difícil acesso. Os beduínos têm certeza de que há ou havia pessoas nos túneis.

No final de semana, a Alemanha havia enviado mais cinco funcionários do Departamento Federal de Polícia Criminal (BKA). As buscas, que estão sendo feitas por terra e pelo ar, e com o apoio da Interpol, foram ampliadas para até a fronteira com a Líbia, o Mali e Níger. Os militares argelinos estão vasculhando as montanhas rochosas no deserto do sul da Argélia.

Ato criminoso ou de fundo terrorista?

Os peritos da polícia temem que os europeus desaparecidos possam estar além da fronteira sul da Argélia, numa região controlada pelo imprevisível clã dos Tuaregs. Embora grasse uma guerra civil entre o governo e radicais muçulmanos na Argélia, observadores acham mais provável que o desaparecimento seja obra de gangues criminosas que de terroristas islâmicos.

Os familiares dos desaparecidos na Alemanha estão convictos de que os turistas não se perderam no deserto. "Meu pai tem muita experiência com viagens deste tipo. No ano passado, passou seis meses no deserto na Austrália."

Vitek Mitko e três outros colegas não dão sinal de vida desde o dia 8 de março, embora tivessem viajado com um veículo em perfeito estado com tração nas quatro rodas e contasse com dois aparelhos de navegação por GPS ("para o caso de um falhar").

Interferências no GPS por causa da guerra?

Como nenhum dos grupos desaparecidos estivesse acompanhado de um guia que conhece a região, a confiança na orientação por satélite talvez tenha sido fatal. O jornal argelino Le Quotidien d'Oran supõe que os turistas se perderam no deserto porque os Estados Unidos provocaram interferências no GPS quando concentraram suas tropas no Golfo Pérsico.

Para Andreas Mitko, o desaparecimento de motociclistas é um indício do envolvimento de terroristas: "Até agora, ladrões e seqüestradores sempre pouparam motocicletas na Argélia porque seu interesse estava voltado aos jipes". Segundo o jornal Le Matin, o grupo terrorista radical islâmico GSPC opera no Saara.

Seu líder, Hasan Hattap, teria estreitas relações com o Al Qaeda de Osama Bin Laden. Após os atentados de 11 de setembro de 2001, nos EUA, Hassan havia anunciado "brutalidades contra europeus e americanos", caso países islâmicos fossem atacados.

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Caravana de camelos na "rota das sepulturas"

Todos desapareceram na chamada "rota das sepulturas" entre Ilizi e Bordji Omar Driss, na parte desértica do centro ao sul da Argélia. O nome origina-se das várias sepulturas pré-islâmicas e cemitérios em que estão enterrados os mortos dos conflitos colonialistas com a França.

Pequena cronologia dos desaparecimentos:

- 23 de fevereiro: último contato com 11 turistas de três grupos em Illizi, no sul da Argélia. O primeiro grupo era de três motociclistas alemães e um holandês. No segundo grupo estavam três alemães, também de moto, naturais de vários estados alemães. O terceiro grupo, que viajava num Toyota, tinha quatro suíços.

– 10 de março: comunicado o desaparecimento do primeiro grupo à embaixada alemã em Argel e mais tarde às representações do país nas nações vizinhas.

– 17 de março: comunicado oficialmente o desaparecimento do segundo e terceiro grupos. Último contato com um grupo de seis pessoas, naturais da Baviera, que estavam em três jipes.

- 24 de março: uma caravana parte em busca dos desaparecidos no deserto.

- 30 de março: comunicado o desaparecimento do quarto grupo.

- 1º de abril: Ministério alemão do Exterior cria comissão para investigar os desaparecimentos.

- 2 de abril: some o quinto grupo de turistas, em dois jipes. Secretário de Estado do Ministério alemão de Relações Exteriores conversa sobre o assunto com seu colega de pasta da Argélia.

- 4 de abril: Ministério do Exterior da Áustria procura por oito pessoas que não retornaram de uma viagem de duas semanas pelo Saara. Neste dia, eles deveriam ter tomado um ferry boat da Tunísia em direção à Europa.

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