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Mundo

Desafios da ajuda humanitária

Grandes entidades filantrópicas prestam há vários anos ajuda humanitária no Iraque, em parceria com uma série de organizações. Juntas, elas se preparam para os desafios do pós-guerra.

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Criança em Umm Qsar recebe água e alimentos

Nove entidades filantrópicas alemãs reuniram-se na Ação Alemanha Ajuda. Elas se prepararam para atender às necessidades básicas de 350 mil pessoas no Iraque com medicamentos, alimentos e água. "É preciso muito mais para ajudar a massa de carentes, tanto refugiados como as pessoas que ficarão no Iraque", adverte Janina Niemitz-Walter, da ação alemã, baseando-se em cálculos do Alto Comissariado para Refugiados das Nações Unidas.

Segundo a ONU, esperam-se ondas de refugiados com 600 mil a um milhão de pessoas. No sul da Turquia, os campos de refugiados estão praticamente vazios porque os militares turcos mantêm hermeticamente fechada a fronteira com o norte do Iraque.

Claudia Kaminski, do serviço de ajuda Cruz de Malta, recebeu informações de outras organizações filantrópicas de que centenas de milhares de pessoas deixaram aldeias e cidades no norte do Iraque e agora esperam por ajuda nas montanhas próximas à Turquia. Também parte da fronteira leste da Jordânia foi fechada pelos norte-americanos, que alegam questões de segurança.

A entidade alemã Kindernothilfe, de apoio à infância, pretende, mesmo assim, chegar aos necessitados passando pelo norte do Irã. 50 mil euros foram colocados à disposição para equipes médicas ambulantes.

"Através de pequenos grupos de atendimento, a associação Medico International está conseguindo prestar não só emergência médica, mas também um mínimo de atendimento emocional às pessoas traumatizadas pela guerra", diz Katia Maurer, porta-voz da ONG.

Missão de quatro meses

Na última quarta-feira (26), foram embarcadas no norte da Alemanha 20 toneladas de remédios, material para primeiros socorros e pequenos equipamentos médicos, que garantirão a assistência básica a 50 mil pessoas no Iraque por pelo menos três meses. Além disso, foram enviados pela Ação Alemanha Ajuda pastilhas para descontaminação da água, artigos de higiene e tambores para água.

O comboio de caminhões com a ajuda humanitária deverá chegar à Síria em oito dias. Equipados com celulares, parabólicas e uma parafernália técnica para impedir a perda de contato com a Alemanha, e instruídos para que evitem áreas de conflito, os voluntários alemães estão preparados para uma missão de quatro meses.

Conflito por competências

Hilfe für die Bevölkerung bei Basra

Soldados distribuem alimentos perto de Basra

Não só os bombardeios e os combates em terra preocupam as organizações de ajuda humanitária. Janina Niemetz-Walter teme conflitos com os aliados e discussões sobre quem é responsável pelo quê. "Gostaríamos que a coordenação da ajuda internacional continuasse sob os auspícios das Nações Unidas. E não pelos militares norte-americanos, como eles próprios pretendem impor".

As informações que as entidades alemãs recebem de seus grupos no Iraque refletem a difícil situação dos refugiados. Justamente as pessoas que buscam abrigo nas regiões montanhosas, de difícil acesso, são as mais atingidas por problemas intestinais ou respiratórios.

Claudia Kaminski explica que há quatro semanas foram enviadas duas unidades para tornar a água potável e 1,5 tonelada de medicamentos para a fronteira turco-iraquiana. Estes pacotes de emergência entretanto são insuficientes, por isso outras remessas já estão a caminho.

Falta de dinheiro

A Cruz Vermelha calcula em 150 milhões de euros os custos de seu engajamento no Golfo Pérsico. Já o Alto Comissariado para Refugiados das Nações Unidas estima gastos da ordem de 60 milhões de euros. As entidades caritativas dependem, em primeira linha, de doações.

"Os alemães só começam a ajudar quando são sensibilizados pelas imagens de refugiados na televisão", conta Janina, da Ação Alemanha Ajuda. "Cobertores, barracas, alimentos e remédios podem ser fornecidos pelas entidades filantrópicas, mas do que os iraquianos necessitam com mais urgência no momento é do fim da guerra, destaca Katia Maurer, da Medico International.

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