Desacordo sobre Afeganistão derruba governo holandês | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 20.02.2010
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Mundo

Desacordo sobre Afeganistão derruba governo holandês

Renúncia dos membros trabalhistas no gabinete de governo leva à queda do governo da Holanda. Trabalhistas são contra prorrogação da missão do país no Afeganistão.

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Balkenende anunciou o fim da coalizão

O conflito no Afeganistão levou pela primeira vez à queda de um governo, com a demissão em bloco do gabinete do primeiro-ministro democrata-cristão holandês, Jan Peter Balkanende, neste sábado (20/02).

O governo de centro-esquerda estava no poder desde fevereiro de 2007 e era formado por uma coalizão de três partidos. Balkanende anunciou a queda do seu governo, após a resistência do Partido Trabalhista em continuar participando da coalizão. Trata-se do quarto gabinete de governo a fracassar sob a chefia de Balkenende em oito anos. Balkanende comunicou o fim da coalizão de governo à rainha ainda neste sábado.

Finanzminister der Euro Länder in Brüssel

Wouter Bos, líder do Partido Trabalhista da Holanda

Os trabalhistas anunciaram a decisão após uma reunião de mais de 15 horas do gabinete de governo. Eles se opõem à prorrogação da missão dos 1.950 soldados holandeses no sul do Afeganistão. O Partido Trabalhista não pode mais "participar com credibilidade" do governo holandês, afirmou em comunicado o líder do partido e ministro das Finanças demissionário, Wouter Bos.

"Meu partido quer que seja respeitada uma decisão tomada em 2007 pelo governo, de terminar a missão da Holanda em Uruzgan em dezembro de 2010", acrescentou.

Otan quer tropa reduzida até agosto de 2011

No último dia 4 de fevereiro, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) havia solicitado ao governo holandês que prorrogasse sua presença em Uruzgan até agosto de 2011, com uma tropa reduzida, para treinar as forças de segurança locais. Inicialmente, agosto próximo era o mês previsto para o início da retirada dos soldados do país asiático.

O grande número de baixas – 21 mortos holandeses desde o início da missão, em 2006 – e os constantes episódios de violência na região afegã, com forte presença de insurgentes talibãs, levaram a que a maioria da população da Holanda apoie o retorno de seus soldados o quanto antes.

A proximidade das eleições municipais holandesas, marcadas para o próximo dia 3 de março, pode ter sido determinante para a decisão dos trabalhistas.

Segundo a Constituição holandesa, novas eleições gerais podem ser realizadas 83 dias após a demissão do governo. Mas a composição de um novo governo poderá durar meses, já que pesquisas de opinião indicam serem necessários quatro ou cinco partidos para formar uma coalizão majoritária no Parlamento de 150 membros.

RW/lusa/rtrs/dpa

Revisão: Marcio Damasceno

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