″Der Spiegel″ defende polêmica ilustração de capa | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 06.02.2017
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Mundo

"Der Spiegel" defende polêmica ilustração de capa

Revista semanal alemã justifica imagem que retrata Trump decapitando a Estátua da Liberdade, símbolo da democracia. Edição causou furor nas redes sociais e na mídia internacional, sendo descrita como "de mau gosto".

Capa da Der Spiegel de 4 de fevereiro de 2017

Capa da edição de 4 de fevereiro causou polêmica

Após uma enxurrada de críticas, o editor-chefe da revista alemã Der Spiegel defendeu neste domingo (05/02) a polêmica ilustração de capa da edição atual, que retrata o presidente dos EUA, Donald Trump, decapitando a Estátua da Liberdade.

Publicada no sábado, a ilustração traz Trump com uma faca ensanguentada em uma mão, e a cabeça da estátua, pingando sangue, na outra. A legenda da imagem é o slogan de campanha do republicano: "America first".

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"A Der Spiegel não quer provocar ninguém", disse o editor-chefe da revista, Klaus Brinkbäumer, à Reuters TV, após a capa da revista desencadear um debate no Twitter e nas mídias alemã e internacional. Ele se disse surpreso com o impacto da ilustração.

"É sobre democracia, sobre liberdade, liberdade de imprensa, liberdade da Justiça. Tudo isso está gravemente ameaçado", disse. "Então, estamos defendendo a democracia. Estes são tempos difíceis? Sim, são."

Segundo o editor, desde que foi dada de presente aos EUA pela França, em 1886, a Estátua da Liberdade, em Nova York, é um símbolo de boas-vindas a migrantes e refugiados, assim como da democracia e da liberdade nos Estados Unidos.

Nas redes sociais, a capa foi descrita como "corajosa", "de mau gosto" e "ridícula". O portal online Buzzfeed compilou algumas reações na internet, afirmando que o público ficou "bastante chocado" diante da imagem sanguinária na capa da revista, .

"De tirar o fôlego"

O Washington Post descreveu a ilustração como "de tirar o fôlego" e entrevistou seu autor, Edel Rodríguez. O artista de origem cubana afirmou que a ilustração deve evidenciar "a decapitação da democracia, a decapitação de um símbolo sagrado".

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O jornal Die Welt disse que a ilustração "prejudica o jornalismo". Já o Frankfurter Allgemeiner Zeitung afirmou que a capa é "exatamente do que Trump precisa – uma imagem distorcida dele, que ele pode usar para continuar trabalhando em sua imagem distorcida da imprensa". Para o jornal, "a equação Trump = terror é simples demais".

O político Alexander Graf Lambsdorff, membro do alemão Partido Liberal Democrático (FDP) e vice-presidente do Parlamento Europeu, descreveu a capa da Der Spiegel como "de mau gosto".

O governo Trump vem lançando críticas a Berlim, abalando as relações entre os dois países. Enquanto o ex-presidente Barack Obama elogiou Merkel como uma "excelente parceira", Trump disse que ela cometeu um "erro enorme" com sua política migratória de portas abertas.

Na semana passada, um assessor do governo do magnata acusou a Alemanha de ter se aproveitado de um euro "grosseiramente" desvalorizado para obter vantagens sobre os Estados Unidos e outros países da zona dor euro.

 LPF/rtr/dpa/epd

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