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Alemanha

Depressão aumenta com a longevidade

Crescente expectativa de vida é uma das causas principais da depressão e esta será em breve a doença popular número dois, depois da cardíaca. Além disso, o mundo ficou complexo e as pessoas falam mais sobre o problema.

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A depressão torna-se cada vez mais freqüente entre as pessoas

Os sintomas mais freqüentes da depressão, que se alastra a olhos vistos e deverá se tornar em breve a doença número dois no mundo, são frustração, decepção, estímulo reduzido, insegurança pessoal, perda de autoconfiança e pensamentos sobre a morte, segundo a Organização Mundial da Saúde. A OMC calcula que cerca de 121 milhões de pessoas sofrem desta doença em todo o mundo.

São várias as causas do número crescente de doentes depressivos. O mundo ficou mais complexo e mais exigente, ao mesmo tempo em que as pessoas se tornaram mais abertas e muito mais gente fala dos males de sua alma, contribuindo com as estatísticas, esclareceu o professor de psicologia da Universidade de Tübingen, Martin Hautzinger. Somam-se a estes fatores, segundo o especialista alemão, as conseqüências de crises, como desemprego e conflitos sociais.

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Mais idosos, mais depressões – Para a OMC, uma das causas principais da incidência da depressão é a crescente expectativa de vida. Os idosos ficam doentes com mais freqüência e têm de reagir a mais perdas, como a morte do parceiro ou de um filho, como atesta o psicanalista Harmut Radebold em um artigo publicado em revista alemã. Os idosos têm também que lidar com a redução da sua capacidade visual, auditiva e sexual. Além disso, as doenças e as dependências para a sua higiene pessoal afetam seriamente os idosos. A falta de uma ocupação complica ainda mais, porque eles têm tempo de sobra para pensar em sua situação e isto é depressão certa.

Principalmente por causa da longevidade, a OMC prevê que uma de cada quatro pessoas sofrerá de alguma doença psíquica no ano 2020. Em breve, os males da alma, com conseqüências graves para o corpo, ocuparão o segundo lugar nas estatísticas, depois dos problemas cardíacos, segundo a organização mundial. Na Alemanha, as mulheres vivem em média 81 anos e os homens 75 anos. Com uma média de 80,8 anos, o Japão tem a maior expectativa de vida. Já o brasileiro vive em média 71 anos.

Jovens sofrem mais – Na Alemanha, os males da alma já são a doença popular número dois entre as pessoas na faixa etária de 15 a 44 anos, conforme constatou recentemente a Sociedade Alemã de Psiquiatria e Doenças Psicossomáticas Infantojuvenis. Exatamente 20% dos alemães de 12 a 18 anos já tiveram uma crise psicológica. As primeiras doenças da lista são anorexia (negação consciente de se alimentar), depressão e agressividade.

Mas para o psicólogo Ulrich Knölker, as estatísticas revelam algo muito positivo: as pessoas admitem que crianças também sofrem de depressão. Até há poucos anos os sintomas da doença eram menosprezados. Hoje isto ainda acontece, segundo ele, mas em proporção muito menor. Muitos pais não levam a doença a sério mas, com freqüência cada vez maior, tanto os pais quanto os pediatras se esforçam para ajudar os pequenos depressivos.

Pediatras devem aprender mais – As causas mais comuns da doença entre as crianças e adolescentes são problemas ligados aos pais, como perda do pai ou da mãe por morte ou divórcio, cobranças excessivas e assédio moral na escola. "Crianças são mais sensíveis e reagem com maior intensidade e emoção em determinadas situações", segundo Knölker. Por isso mesmo, ele exige uma formação melhor para os pediatras.

O professor Hautzinger trabalha atualmente em um projeto de especialização de clínicos gerais para tratamento de adultos, no qual os médicos fazer uso de um formulário com cinco questões elaboradas pela OMC, a fim de possibilitar o diagnóstico de depressão ou excluir a probalidade desta doença. Segundo avaliação de peritos, de 70% a 90% dos médicos tratam dos depressivos, mas só de 50% a 75% dos casos a depressão é reconhecida como fator relevante.

A culpa seria também dos pacientes, sobretudo dos homens que relutam mais em falar de seus problemas. Há pouco menos de dois anos se verificou uma pequena tendência: cada vez mais pessoas se abrem para os médicos. Hautzinger diz se alegrar também pelo fato de a depressão não ser mais vistas como uma mácula, mas como uma doença, sem que a culpa seja do próprio doente.

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