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Mundo

Deportados palestinos ficarão livres na Europa, diz UE

Os treze palestinos, que ficaram entrincheirados cinco semanas na Basílica da Natividade em Belém e foram deportados para a ilha de Chipre, nesta sexta-feira (10), não serão presos nos países europeus que os receberão.

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Palestinos deixam a Basílica da Natividade, em Belém, fazendo o V de vitória

Foi o que informaram fontes da presidência rotativa da União Européia (UE), em Madri, sem citar os países que vão abrigar os deportados palestinos.

Enquanto isso, em Roma, o ministro de Relações Exteriores de Israel, Shimon Peres, despertou novas esperanças de paz. Ele disse que a retirada do Exército israelense de Belém é uma questão de horas ou dias, se não houver supresas, e que Israel não ambiciona conquistar a Faixa de Gaza. No sul de Israel, um atentado palestino deixou quatro feridos. As autoridades palestinas prenderam, na Faixa de Gaza, mais de 20 ativistas do grupo radical islâmico Hamas, responsável pela maior parte dos atentados suicidas.

Os ministros do Exterior dos 15 países da UE vão decidir, em Bruxelas, na segunda-feira (13), se os treze militantes considerados por Israel como "especialmente perigosos" serão vigiados de alguma forma nos países receptores. Isto poderá causar complicações, segundo o presidente do Conselho de Ministros, José Maria Piqué, por que não existe processo judicial contra eles em nenhum país europeu. Os deportados também não fazem parte da lista de suspeitos de ligação com o terrorismo internacional, segundo o chanceler espanhol.

Os treze palestinos foram transportados num avião britânico de Tel Aviv Chipre, de onde seguirão mais tarde para a Europa. Na ilha dividida entre gregos e turcos, eles foram recebidos pela polícia antiterror, mas alguns permanecerão em liberdade. "A prisão deles seria absurda", disse o primeiro-ministro grego, Kostas Simitis, em visita a Belgrado.

Os deportados fazem parte do grupo de 123 pessoas que foram evacuadas da Basílica da Natividade nesta sexta-feira, encerrando o cerco do Exército israelense que durou cinco semanas. Depois da evacuação, 26 palestinos foram levados de ônibus para a Faixa de Gaza e os outros 84 ficaram livres. Entre os que deixaram a igreja encontravam-se dez pacifistas estrangeiros. Eles foram presos ao sair da igreja e estão ameaçados de ser expulsos de Israel.