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Mundo

Depois de 17 anos, chegou ao fim missão das Forças Armadas alemãs na Bósnia

Chega ao fim a missão das Forças Armadas alemãs na Bósnia-Herzegóvina, que contou com a participação de mais de 63 mil soldados. Os dois últimos retornaram esta semana para casa.

Por fim, haviam sobrado apenas dois soldados no quartel-general das Forças Armadas alemãs em Sarajevo, na Bósnia-Herzegóvina. Com sua saída do país e a retirada da bandeira alemã na quinta-feira (27/09), foi encerrada a até agora a mais longa missão da Bundeswehr no exterior. Para Thomas Kolatzki, membro do comando da missão, a retirada das tropas do país tem uma carga de emoção, mas também de alegria.

Oberstleutnant Thomas Kolatzki

Thomas Kolatzki

"Tenho a sensação de que executamos nossa tarefa militar e encerramos também a missão. Acho que podemos ficar orgulhosos e satisfeitos", afirmou Kolatzki à Deutsche Welle. Os soldados alemães chegaram ao país entre o fim de 1995 e início de 1996, como membros da tropa internacional de paz Ifor.

A guerra civil que assolou a região havia deixado um saldo de aproximadamente 100 mil mortos. Em novembro de 1995, os adversários Sérvia e Bósnia-Herzegóvina assinaram um acordo de paz. Isso aconteceu apenas cinco meses depois do massacre de Srebrenica, no qual homens sérvios assassinaram mais de 8 mil homens e meninos muçulmanos.

Intensa presença militar

Bundeswehr Einsatz in Bosnien und Herzegowina Archivbild

Bundeswehr permaneceu 17 anos na Bósnia-Herzegóvina

As tropas da Otan, na época com mais de 50 mil homens, ocuparam o país para evitar mais conflitos violentos entre as diversas etnias e religiões das regiões que formavam a antiga Iugoslávia. O primeiro contingente de alemães foi de 2600 soldados do Exército, da Marinha, da Aeronáutica e do serviço médico das Forças Armadas alemãs.

Um ano depois, a Ifor (Força de Implementação), que deveria garantir no país a concretização do acordo de paz, foi transformada em Sfor (Força de Estabilização), cuja meta era estabilizar a paz. A Alemanha participou da Sfor com até 3 mil soldados, mostrando presença militar nos postos de controle e colaborando para detectar e destruir armas dos antigos combatentes.

As tarefas mudam

Em 2004, a segurança no país já havia melhorado tanto que as Nações Unidas não prorrogaram o mandato da Sfor. Com um número bastante reduzido de soldados, a União Europeia (UE) assumiu o controle da segurança no país através da Eufor (Força da União Europeia).

Segundo Thomas Kolatzki, o cerne desta missão, a partir daquele momento, eram as tarefas "não executivas", ou seja, os 1500 soldados alemães da Eufor estacionados na Bósnia-Herzegóvina passaram a ajudar na formação das forças de segurança e das Forças Armadas do país.

Militares in loco não são mais necessários

Deutschland Bundestag MdB Rainer Arnold SPD

O social-democrata Rainer Arnold

Em julho de 2012, o governo alemão resolveu encerrar a participação dos soldados do país na Eufor. Com razão, aponta Kolatzki, "pois, desde o início desta operação conduzida pela UE, nunca foi necessária qualquer ação militar concreta por parte das tropas da Eufor. É possível mesmo dizer que não há mais necessidade de tropas armadas aqui", completa.

Rainer Arnold, porta-voz para assuntos de defesa do Partido Social Democrata (SPD) da Alemanha, de oposição, tem a mesma opinião. Em entrevista à Deutsche Welle, ele vai ainda além: "Na verdade, precisamos há muito, na Bósnia-Herzegóvina, de mais policiais bem formados do que de soldados".

Hoje, há ainda cerca de mil soldados de vários países estacionados na Bósnia-Herzegóvina. Só no próximo ano é que se saberá se eles poderão deixar os Bálcãs, acredita Rainer Arnold. "Ainda temos hoje na Bósnia-Herzegóvina as tensões étnicas. E muita gente que conhece o país acredita que tudo ainda esteja longe de ficar bem e estável para sempre. Ainda há riscos", completa.

Mesmo que a Bundeswehr se despeça agora de sua missão da Eufor, a Alemanha e a Europa como um todo ainda têm muito a fazer na região: "Precisamos apoiar o processo dos pontos de vista político, de segurança e econômico ainda por muitos anos", conclui Arnold.

Autora: Rachel Gessat (sv)
Revisão: Roselaine Wandscheer

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