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Economia

Depois da guerra vêm os negócios

Alemanha e Rússia resolvem ampliar suas relações econômicas para uma parceria estratégica a longo prazo. No final do encontro entre Schröder e Putin foram assinados contratos de 1,5 bilhão de euros.

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Schröder e Putin falam à imprensa em Iekaterinburgo

A economia da Rússia parece ter se restabelecido da dramática crise financeira de agosto de 1998. O país tem garantido para este ano um crescimento econômico de 6%, uma marca invejável para países industrializados, como a Alemanha. O governo em Moscou vem pagando pontualmente os seus credores no exterior. Abstraindo-se a política de terra arrasada praticada pelas Forças Armadas russas na Chechênia, a delegação que acompanhou o chanceler federal alemão, Gerhard Schröder, no seu encontro com o presidente Vladimir Putin, faz um balanço positivo da situação do herdeiro da União Soviética.

A situação russa permitiu que a sexta rodada de consultas teuto-russas fosse encerrada com chave de ouro, nesta quinta-feira, em Iekaterinburgo. Schröder e Putin assinaram vários contratos no valor total de 1,5 bilhão de euros para execução de projetos no setor energético.

De exploração de gás a sucateamento de submarinos

O conglomerado alemão E.ON, de Düsseldorf, vai construir por 500 milhões de euros, com o parceiro russo Gasprom, uma usina elétrica a gás ao sul de Moscou. A empresa alemão Winterschall e a Gasprom planejam explorar juntas uma reserva de gás natural na parte ocidental da Sibéria. Por este negócio, os alemães contam com 700 milhões de euros.

O sucateamento de 120 submarinos atômicos da Rússia vai render aos alemães mais 300 milhões de euros. O projeto vai ser coordenado pela empresa da Pomerâria Ocidental Energiewerke Nord.

Nesta rodada de conversações teuto-russas faltou, porém, o verdadeiro filé mignon para as firmas alemãs. Foi adiado o acordo sobre o projeto mais ambicioso, de seis bilhões de euros, para construção de um gasoduto através do Mar Báltico. O tratado bilateral era também esperado para esta quinta-feira. Mas no final das conversações, Putin anunciou que os documentos deverão ser assinados nos próximos dois ou três dias. O presidente da empresa alemã Ruhrgas, Burkhard Bergmann, está otimista com este negócio.

Material militar Um tratado de trânsito assinado por Schröder e Putin converteu a Alemanha no primeiro dos 19 membros da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) a ter permissão para transportar material militar através de território russo. Assim, as Forças Armadas alemãs (Bundeswehr) podem, a partir de agora, transportar provisão para os seus soldados que integram a força multilateral de paz no Afeganistão com a ajuda da companhia ferroviária russa.

Putin e Schröder, que foram radicalmente contra a guerra dos Estados Unidos no Iraque, voltaram a insistir num papel de liderança da ONU no país. Berlim também considera prematura a conferência de doadores de recursos ao Iraque, planejada para os dias 23 e 24 de outubro. Além do mais, as expectativas de Washington seriam altas demais. O governo do presidente George W. Bush quer mais contribuição financeira de outros países para a reconstrução do Iraque. A Alemanha ainda não fez uma oferta concreta.

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