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Especial

DEPOIMENTOS DOS USUÁRIOS

Nossos usuários comentam o final da Segunda Guerra Mundial e relatam suas experiências.

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B-17 bombardeiam Dresden

Lendo a página da DW-WORLD, voltei-me para os idos dos anos 44/45. Eu era ainda uma criança, mas já havia despertado em mim o amor à pátria e à liberdade dos povos. Que poderia entender uma criança que estava iniciando a sua adolescência? Com apenas 11 anos de idade na época? Tinha medo, é verdade, e naquela época eu colecionava o jornal e acompanhava toda a movimentação das tropas aliadas na Europa, acompanhava ambas as partes e, àquela criança, restava apenas torcer, como se torce para um time de futebol, e a tudo o que perguntassem sobre a hecatombe que proliferava no continente europeu, ela respondia com conhecimento de causa.

Lembro-me também que, em certa ocasião, eu pedi ao meu pai que queria ir para a guerra. Passava pela cabeça daquela então criança um sentimento de liberdade dos povos. Não era admissível tanta barbárie, via as fotos dos confinados nos campos de concentração nazista e sentia que aquilo não poderia jamais acontecer, eram seres humanos jogados ao caos como simples animais, como objetos descartáveis que já não servem para nada, sentia-me enojado. Havia dentro daquela criança um sentimento surdo de revolta, ao mesmo tempo em que sentia todo o peso, como se ela fosse a culpada, por ver-se impotente em não poder participar na libertação daqueles povos.

Já em 1945, quando do fim da Segunda Guerra Mundial, exatamente quando na minha cidade foi anunciado o seu fim, e isto foi por volta das 19 horas aproximadamente, eu estava na fila de frente, empunhando minha bandeirinha pelas ruas da cidade, a festejar a grande vitória das tropas aliadas. Lembro-me, como se fosse hoje, que o povo queria que repicassem os sinos da velha catedral, eu estava lá, eu fazia parte do povo, mas o vigário da época, de origem italiana se não me falha a memória, impedia que isso acontecesse. Começou então a pancadaria na porta principal e ela foi aberta, e os sinos repicaram a vitória, a grande vitória que custou milhares de vidas.

Mas vamos à resposta à pergunta: “Qual o significado que o final da Segunda Guerra tem para você?”. Eu responderia sem pestanejar que representa o final da maior estupidez que o mundo já vivenciou, representa que o mal jamais será o vencedor se todos os povos se unirem pela paz, respeitando-se entre si as nações, trabalhando todos para que cheguem a uma igualdade de ideais construtivos em beneficio de todos os povos da Terra. Representa finalmente que, se alguma nação ainda pensa em se levantar para que seja a hegemônica diante do restante das nações, se essa nação entender ser a dominadora sobre a vontade soberana dos povos impondo seus ideais escravagistas, que pense duas vezes antes de pôr suas idéias em prática.

Serviu a lição, serviu para acordar aqueles que ainda dormiam, que todo ser humano deve ser respeitado em sua integridade, em sua dignidade.

Tiberani de O.Costa – Sorocaba (SP)

A Segunda Guerra Mundial foi um grande marco, no que diz respeito aos acontecimentos e conseqüências que trouxe para a humanidade e gerações pós-guerra. Adolf Hitler, com o nazismo que causou a matança de milhões de judeus, foi o maior exemplo de perseguição e racismo que o mundo já vivenciou.

Antes do fim da guerra muitos alemães vieram para o Brasil, inclusive meu bisavô, que ajudou a fundar uma cidade no Estado do Paraná. Em suma, a imigração de alemães para vários países, no meu caso para o Brasil, foi uma das principais conseqüências do fim da Segunda Guerra.

Rosaura – Joinvile (SC)

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