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Economia

Departamento Federal do Trabalho tem novo chefe após escândalo

Florian Gerster é o novo diretor do maior órgão público da Alemanha. Ele passará por uma reforma radical. A seis meses das eleições, o governo Schröder precisa de resultados no combate ao desemprego.

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O social-democrata Florian Gerster

Um grande escândalo envolvendo o Departamento Federal do Trabalho abalou o país dois meses atrás. Inúmeras irregularidades no registro de dados sobre o êxito na intermediação de vagas para desempregados foram descobertas pelo Tribunal de Contas da União.

Agora o maior órgão federal da Alemanha irá passar por uma completa reforma e tem um novo diretor: o ex-secretário de Assuntos Sociais da Renânia do Palatinado Florian Gerster, do Partido Social Democrático, nomeado na quarta-feira (27) pelo ministro do Trabalho, Walter Riester.

Ele substitui Bernhard Jagoda, cuja cabeça acabou rolando, embora não tivesse sido comprovada nenhuma fraude ou falsificação premeditada das estatísticas. A Gerster caberá a reestruturação do órgão, com seus 90 mil funcionários.

Schröder sob pressão - Seis meses antes das eleições parlamentares, o governo do chanceler federal Gerhard Schröder está sob a pressão de conseguir reverter a situação no mercado de trabalho. A principal meta de seu programa de governo era o combate ao desemprego, cuja batalha Schröder vem perdendo nos últimos meses, após êxito inicial.

O Legislativo conseguiu despachar rapidamente um amplo pacote de medidas, entre as quais está a reforma do departamento. Sua direção funcionará como a de uma empresa, com uma diretoria de três membros. O cargo de presidente foi abolido.

Colocação mais eficaz nas 181 agências - Gerster já indicou que a reforma será para valer. As 181 delegacias do trabalho espalhadas pelo país deverão concentrar-se em sua principal tarefa: arranjar colocação para quem está sem trabalho, e fazê-lo com eficiência. Ele advertiu, porém, que levará algum tempo até as reformas terem "efeitos significativos" sobre o mercado de trabalho.

Uma das primeiras providências será aumentar de 10 mil para 24 mil o número de funcionários que servem de intermediários entre as empresas e quem está sem emprego. A nova lei permite, pela primeira vez, que os desempregados recorram a agências particulares de empregos, cujos serviços serão pagos pelo Estado.

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