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Mundo

Departamento de Justiça não indiciará policial que matou negro em Ferguson

Segundo o Departamento, não há evidências que contrariem testemunho do agente, que afirma ter agido em defesa própria. Relatório vê comportamento racista na polícia local.

O Departamento da Justiça dos EUA afirmou nesta quarta-feira (04/03) que não vai indiciar o policial branco que matou a tiros um adolescente negro desarmado em Ferguson, no estado do Missouri, mas um relatório indica que a polícia local tem padrões racistas de comportamento.

Em agosto passado, o policial branco Darren Wilson matou o jovem Michael Brown, de 18 anos, que estava desarmado. Um grande júri também havia decidido, em 24 de novembro, não indiciar o policial. Com isso, ele está livre de qualquer processo judicial pela morte de Brown.

O tiro fatal gerou revolta entre a comunidade negra dos Estados Unidos, que foi às ruas protestar contra a violência policial. O caso também abriu um amplo debate, em todo o país, sobre o comportamento da polícia em relação aos negros.

Protest & Ausschreitungen in Ferguson 26.11.2014

Morte de Brown gerou protestos em todo o país. Estes manifestantes marcham em Santa Ana, na Califórnia

Segundo o Departamento de Justiça, não há evidências que contrariem o testemunho de Wilson, que afirma ter agido em defesa própria por temer pela sua segurança, nem foi possível obter evidências confiáveis de que Brown tinha mesmo as mãos levantadas quando foi atingido.

Rotina de discriminação contra os negros

Um relatório, também divulgado nesta quarta-feira, faz duras acusações à polícia da cidade, afirmando que ela é culpada de múltiplas violações dos direitos constitucionais dos cidadãos.

Depois da morte de Brown, em 9 de agosto passado, o Departamento da Justiça abriu uma investigação própria do caso, colocando-a no terreno dos direitos cívicos.

Segundo o documento, a polícia de Ferguson, mas também a Justiça da cidade de 21 mil habitantes, estavam envolvidas numa rotina de discriminação contra a população negra local. Motoristas eram parados sem suspeitas razoáveis, detenções eram feitas sem causa evidente e havia uso excessivo de força.

Dessa forma, entre 2012 e 2014, apesar de os negros representarem 67% da população local, 85% das viaturas apreendidas pela polícia eram conduzidos por negros, 90% das pessoas convocadas para o tribunal eram negros, e 93% dos detidos eram negros. Em 88% dos casos em que foi usada a força estavam envolvidos negros.

AS/lusa/afp/ap

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