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Economia

Demanda por "blue card" europeu ainda é modesta na Alemanha

Introduzido três meses atrás, "cartão azul" da UE ainda não é suficiente para atrair mão de obra estrangeira qualificada à Alemanha. Em dois meses, apenas 139 foram emitidos.

Ele é a versão europeia do famoso green card dos Estados Unidos: só que é azul, e por isso se chama blue card. Desde agosto último, tornaram-se bem menores os obstáculos para obtenção de uma permissão de trabalho na Alemanha. Mas o esperado afluxo de profissionais qualificados não ocorreu, pelo menos até agora. Segundo a imprensa alemã, apenas 139 blue cards foram emitidos nos primeiros dois meses. Será que a nova regulamentação vai se revelar um fiasco?

Para Stefan Hardege, da Confederação Alemã das Câmaras de Indústria e Comércio (DIHK), ainda é cedo demais para um primeiro balanço. O importante agora é divulgar no exterior, de forma mais intensa, a procura por mão de obra. "É preciso informar mais e também fazer propaganda da Alemanha como local de trabalho."

O blue card é um visto de trabalho simplificado e vale, de início, por três anos, após os quais pode ser requerido um visto de permanência definitivo. Ele qualifica formandos de países fora da União Europeia (UE) a assinarem um contrato de trabalho, com a condição de seu salário ser de, no mínimo, 44.800 euros por ano. Antes, a exigência era de 66 mil euros anuais.

Também Gunilla Fincke, diretora-gerente do conselho de peritos das Fundações Alemãs de Integração e Migração (SVR), é contra tachar o blue card como um fiasco, desde já. Segundo ela, durante décadas a Alemanha construiu para si a reputação de não ser um país de imigração e não será uma nova lei que vai a mudar essa imagem da noite para o dia.

Assim como Hardege, ela é a favor de que se informe detalhadamente sobre o blue card no exterior. Nas representações diplomáticas alemãs, especialistas em migração devem estar a postos para aconselhar os interessados que tragam as qualificações necessárias.

Enfermeiros e cuidadores: lacuna no mercado de trabalho alemão

Enfermeiros e cuidadores: lacuna no mercado de trabalho alemão

Iniciativas múltiplas

Em diversos setores da economia alemã há anos falta mão de obra qualificada, por exemplo na engenharia automobilística e de máquinas, na pesquisa e desenvolvimento, assim como no campo da enfermagem.

"Estes são setores em que muitas empresas enfrentam apuros para preencher as vagas", aponta Stefan Hardege. "Porém não se procura apenas o engenheiro ou o acadêmico. Também no nível técnico as empresas têm cada vez mais dificuldade de encontrar candidatos adequados."

Assim, segundo projeções do Instituto de Pesquisas sobre o Futuro do Trabalho (IZA), somente entre os engenheiros haverá no mercado alemão um deficit de 240 mil profissionais até 2020. Diante desse quadro, Christoph Metzler, do Instituto da Economia Alemã (IW), considera o blue card um sinal claro e positivo para que especialistas estrangeiros se empenhem por um emprego no país.

A disputa pelas "supercabeças" precisa ser intensificada através de iniciativas, pleiteia o especialista. Por parte dos empresários existe, por exemplo, a Carta da Diversidade, em que "120 empresas se comprometeram a abrir suas portas expressamente para gente das mais diversas origens".

Metzler também menciona as iniciativas do governo federal e dos estados federados. "Existe o portal Make it in Germany, onde um jovem engenheiro da Índia pode se informar sobre como se vive na Alemanha e o que o espera aqui."

E está também sendo desenvolvido um mapa múndi. "Nele, o interessado poderá conferir que atividades e iniciativas relacionadas a uma estada na Alemanha ele próprio pode encontrar na Índia. Por exemplo o Instituto Goethe, onde obterá as primeiras informações sobre o país."

Equiparação de currículos profissionais

Para os profissionais formados no exterior que já moram na Alemanha tampouco era fácil encontrar um emprego condizente com suas qualificações. Com frequência, seus títulos não eram reconhecidos, e eles ficavam impedidos de exercer sua profissão. Metzler considera extremamente importante o governo alemão ter facilitado também esse aspecto.

Atualmente existe um portal de informações na internet que contém dados sobre os sistemas de ensino estrangeiros. "Ele se chama BQ Portal e permite às empresas e câmaras de comércio conhecer os sistemas de formação dos outros países."

Isso auxilia não só aqueles que tencionam vir para a Alemanha, como os que já se encontram no país e desejam trabalhar na profissão em que são formados. Com fins à equiparação profissional, o currículo do outro país é comparado ao alemão. Se a formação não for equivalente, abre-se a possibilidade de procurar cursos de qualificação.

Autoria: Monika Lohmüller (av)
Revisão: Alexandre Schossler

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