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Brasil

Delator do mensalão, Roberto Jefferson se entrega à polícia

Ex-deputado foi condenado a sete anos de reclusão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele garante que vai respeitar a pena: "A prisão é meu destino e vou cumprir."

O ex-deputado e presidente licenciado do PTB, Roberto Jefferson, entregou-se à Polícia Federal nesta segunda-feira (24/02), em sua casa na cidade de Levy Gasparian, no estado do Rio de Janeiro.

Condenado a sete anos e 14 dias de prisão em regime semiaberto pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro, Jefferson foi o responsável pela divulgação do mensalão e aguardava decisão do Supremo Tribunal Federal para pedido de prisão domiciliar. A defesa do ex-deputado alegou que o sistema prisional brasileiro não oferece condições para que ele continue o tratamento do câncer.

Em decisão anunciada na última sexta-feira (21/02), entretanto, o presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Joaquim Barbosa, negou o pedido de prisão domiciliar ao ex-deputado. A decisão foi tomada com base em laudo feito por uma junta médica no Instituto Nacional de Câncer (Inca), no Rio de Janeiro.

A partir do documento, a Procuradoria Geral da República entendeu que Jefferson poderá ser acompanhado por médicos e realizar consultas periódicas com especialistas do sistema público, uma vez que seu tratamento já é feito no Inca, que é um órgão federal.

“Faria tudo novamente”

Ao longo dos últimos dias, Jefferson usou suas contas nas redes sociais e o blog que mantém para agradecer ao “apoio e compreensão de todos os amigos e correligionários” na arrecadação de dinheiro para pagar a multa de cerca de 720 mil reais imposta pelo STF.

Ele também usou a internet para garantir que está tranquilo. “Estou em paz, a prisão é o meu destino e vou cumprir”, escreveu no Twitter.

Na manhã desta segunda, cerca de uma hora antes de ser preso, Jefferson concedeu entrevista ao vivo a uma rádio e disse não sentir arrependimento: "Em nenhum momento me arrependo. Faria tudo novamente."

Sobre a condição de delator atribuída a ele durante o processo, Jefferson disse se sentir incomodado com o termo e negou que tenha feito acordo com a Justiça. “Isso foi a turma do PT que plantou”, acusou. “Eu fiz uma denúncia pública à imprensa”, lembrou o ex-deputado, fazendo referência à uma entrevista concedida por ele em 2005, que tornou público o esquema.

Novos recursos no STF

Na próxima quarta-feira, o Supremo Tribunal Federal retoma o julgamento de recursos para o crime de formação de quadrilha para cinco condenados: Delúbio Soares, José Dirceu, José Genoino, José Roberto Salgado e Kátia Rabelo.

Os juízes vão votar para dizer se os chamados embargos infringentes – recursos que permitem um novo julgamento quando a sentença pronunciada teve uma votação apertada entre os componentes da corte – valem para esse caso.

Se a maioria decidir que sim, esses condenados poderão ter direito a serem julgados novamente pelo crime de formação de quadrilha, o que pode mudar penas de José Dirceu e José Genoíno, por exemplo, que sairiam do regime fechado para o semiaberto.

O STF ainda deverá analisar outros recursos nas próximas semanas, desta vez a respeito de condenações por lavagem de dinheiro.

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