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Economia

Deficit orçamentário nos países em crise do euro é maior que o esperado

Enquanto os resultados de Grécia, Espanha, Portugal e Irlanda são piores do que o inicialmente previsto para 2011, Alemanha tem deficit menor que o esperado.

O Eurostat, órgão de estatísticas da União Europeia (UE), divulgou nesta segunda-feira (22/10) os números revisados de 2011 sobre o endividamento na região. Apesar de os números demonstrarem maior controle sobre o deficit orçamentário, a dívida pública continua a crescer além dos limites estabelecidos na zona do euro.

Os 17 países que utilizam o euro como moeda corrente tiveram deficit orçamentário equivalente a 4,1% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2011, uma redução de 2,1 pontos percentuais em relação a 2010. O limite máximo individual estabelecido pela zona do euro é de 3% do PIB.

Apesar de os países estarem se endividando menos, a dívida total na zona do euro cresceu de 85,4% para 87,3% do PIB, muito além do teto de 60%.

Já nos 27 países que integram o bloco europeu, o deficit público caiu de 6,5% em 2010 para 4,4% em 2011, enquanto a dívida aumentou de 80% para 82,5%.

Países em crise

Nos países europeus mais atingidos pela crise econômica, o resultado acabou sendo maior do que se esperava, principalmente na Espanha, onde o aumento foi de quase um ponto percentual. O deficit orçamentário espanhol foi de 9,4% do PIB, em vez do 8,5% inicialmente previstos.

Na Grécia, o deficit também chegou ao patamar de 9,4%, em vez dos 9,1% estimados pelo Eurostat há alguns meses. O país, o mais afetado pela crise do euro, deverá anunciar em breve novas medidas de austeridade.

Em Portugal o deficit orçamentário foi de 4,4%, em vez de 4,3%, e na Irlanda atingiu 13,4%, ante os 13,1% esperados.

Alemanha

O deficit público na Alemanha foi mais baixo do que o esperado, fechando em 0,8% do PIB em vez de 1%, ficando atrás apenas de Luxemburgo (0,3%) e Finlândia (0,6%).

A Alemanha se aproxima de um recorde histórico de arrecadação anual de impostos, registrando em setembro um aumento de 4,2% em relação ao mesmo mês no ano anterior, segundo dados do Ministério das Finanças divulgados nesta segunda-feira.

O crescimento se deve ao elevado nível de ocupação da força de trabalho, assim como à situação da economia e ao aumento do lucro das empresas.

O Ministério das Finanças espera um aumento de arrecadação maior do que o inicialmente previsto para 2012. Entre janeiro e setembro foi registrada alta de 5,6% em comparação com o mesmo período de 2011, chegando aos 403,4 bilhões de euros. Esse crescimento nos nove primeiros meses do ano superou a expectativa inicial de 4% para 2012.

Economistas estimam que o valor da arrecadação possa pela primeira vez ultrapassar a marca dos 600 bilhões de euros.

RC/afp/dpa/dapd
Revisão: Alexandre Schossler

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