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Esporte

Dedé: "brasileiro prussiano" quer se tornar cidadão alemão

Dedé é considerado um dos melhores laterais-esquerdos da Bundesliga. Há quase nove anos joga pelo Borussia Dortmund. Em entrevista à DW-WORLD, ele fala da fidelidade ao clube e diz por que quer se tornar cidadão alemão.

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Dedé fecha a lateral esquerda do Borussia

DW-WORLD: Você é o brasileiro mais fiel à Bundesliga e a um único clube do futebol alemão – o Borussia Dortmund. De onde vem essa fidelidade?

Leonardo de Deus Santos, Dedé: Nesses oito anos e meio que estou na Alemanha, me identifiquei muito com o Borussia. Meu respeito e carinho pelo clube foi aumentando a cada ano e por isso tenho essa fidelidade ao clube, no qual passei muitos momentos bons, mas também momentos difíceis.

O que mais o prende ao clube?

O que hoje em dia mais me prende ao Borussia, com certeza, é a torcida. Antes era o ambiente de família que havia no clube. Mas com as mudanças que ocorreram na direção e no plantel, essa família se quebrou um pouco.

Se você tivesse um empresário administrando seu passe, já estaria num outro clube?

Não.

Por que você não tem um empresário?

Porque sempre fui feliz assim, sem empresário. Se algum dia tivesse sentido a necessidade de ter um empresário, com certeza eu teria procurado um. Vários deles já me procuraram, mas não preciso do trabalho deles. Sempre consegui realizar as minhas coisas sozinho.

Você pretende ficar no Dortmund até o final de sua carreira?

Eu pretendo cumprir meu contrato até completar 33 anos. Tenho mais quatro anos e meio de contrato com o clube.

E depois disso?

É difícil dizer hoje. Vou ver como estou aos 33 anos, quando acaba o meu contrato, e só depois posso decidir o que vou fazer.

O Borussia Dortmundo conquistou o Campeonato Alemão pela última vez em 2002. Atualmente o time se encontra em nono lugar na tabela. O que falta para a equipe voltar a concorrer com Schalke, Bremen ou Bayern?

A torcida continua a número um da Bundesliga, mas na equipe falta muita coisa. Ela perdeu aquele espírito de família que tinha antes e perdeu 70% da qualidade técnica. Houve um distanciamento muito grande entre jogadores e dirigentes. O elo que havia antes quebrou. Acho que ainda vai demorar um pouco até o Borussia ter de novo todos esses fatores juntos.

Houve especulações de que o Schalke esteve interessado em seu passe. Isso foi uma tentativa de seu amigo Lincoln levá-lo para um dos maiores rivais do Borussia?

Isso sempre é comentado nos jornais. Sempre tive uma boa relação com o Lincoln, que é praticamente meu irmão, é meu melhor amigo no futebol. Sempre estamos juntos e, assim, tenho também um relacionamento muito bom com outros jogadores do Schalke.

A amizade com o Lincoln você trouxe do Brasil. Como é que ela começou?

Começou aos dez anos, quando começamos a jogar no Atlético Mineiro. Ambos não tínhamos boas condições financeiras e sempre estávamos juntos. Essa amizade com o Lincoln foi aumentando a cada e dia e hoje posso dizer que é a amizade mais bonita que tenho.

Você gostaria de jogar com ele?

Com certeza, é um sonho que eu tenho e ele tem também. E espero poder realizar este sonho um dia.

Fora os jogadores do Schalke – Lincoln, Bordon, Rafinha e Kuranyi – e obviamente Tinga, seu colega de equipe, você mantém contato com outros brasileiros da Bundesliga fora do gramado?

Tenho contatos com o Juan, o Athirson e o Roque Júnior [do Bayer Leverkusen]. E tenho um bom relacionamento também com o Naldo, do Werder Bremen.

Leia a seguir: Dedé fala sobre sua "república do samba" e de sua adaptação à Alemanha.

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