Declarações antissemíticas levam à demissão de Galliano pela Dior | Notícias e análises internacionais mais importantes do dia | DW | 02.03.2011
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Mundo

Declarações antissemíticas levam à demissão de Galliano pela Dior

Dior despede diretor de criação John Galliano após declarações antissemitas do mesmo. Revelação de vídeo em que o designer confessa admiração por Hitler gera escândalo e estarrecimento no mundo da moda.

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John Galliano em 2010, ainda em nome da Dior

A demissão sumária da estrela John Galliano pela grife Dior foi justificada por seu comportamento "especialmente repugnante". O designer de moda é acusado de ter repetido frases de teor antissemita em seu bar predileto La Perle, no bairro parisiense Marais, ofendendo outros frequentadores do local.

Na internet, passou também a circular um vídeo, supostamente postado pelo tablóide inglês The Sun, no qual Galliano, embriagado, diz "amar Hitler" e ofende outra pessoa presente no local. Galliano já havia sido suspenso de suas funções de diretor de criação da Dior em função dessas acusações na última sexta-feira (25/02).

Mero pretexto?

Nos bastidores do mundo da moda, circulam boatos de que a Dior já queria se ver livre de Galliano e procurou um pretexto para tal. Aos 50 anos, o designer vive há muito em Paris, onde passou a trabalhar a partir de 1996 para a Dior. Nascido em Gibraltar, de nacionalidade britânica, ele é considerado o motor que move a grife, que por sua vez gera lucros em torno dos 700 milhões de euros por ano.

Flash-Galerie John Galliano

Estilista britânico conta 50 anos de idade

"Fritar Galliano, o ex-estilista punk, hoje com 50 anos, cuja imaginação veloz ajudou a transformar a Dior em uma grife multimilionária, foi o ápice esperado de um dos episódios mais estranhos da história recente da moda", comentou o The New York Times em sua versão online.

"Nojo" das declarações do designer

Na segunda-feira (28/02), a polícia francesa fez uma acareação entre Galliano, um casal e uma mulher, autores da denúncia.

A atriz norte-americana Natalie Portman, que também trabalha para a Dior, afirmou ter sentido "nojo" das declarações antissemitas do designer. Portman, que atua em comerciais de perfumes para a Dior, declarou através de uma nota à imprensa estar "chocada" com as palavras de Galliano. "Como pessoa que tem orgulho de ser judia, não gostaria de ser associada de forma alguma com ele", afirmou consternada a atriz recém-premiada com o Oscar.

Em Paris, começaram em 1º de março os desfiles da coleção outono-inverno, nos quais as criações de Galliano seriam exibidas. A grife não cancelou o evento. O desfile da grife particular de Galliano está agendado para o domingo próximo.

Já há uma série de especulações a respeito do nome que virá a suceder o designer no posto, embora a Dior ainda não tenha se manifestado a respeito.

SV/afp/dpa
Revisão: Augusto Valente

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