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Mundo

Decepcionada, Turquia diz que vai à luta

A cúpula da União Européia aprovou um plano de financiamento da ampliação histórica da comunidade e prometeu examinar em 2004 uma data para negociar o ingresso da Turquia. Ancara se sentiu discriminada e promete lutar.

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Líder turco Recep Tayyip Erdogan (esquerda) exige data concreta para negociação com UE

A Turquia se sentiu discriminada com a decisão. O governo em Ancara anunciou que vai fazer tudo para corrigi-la, lutando até o último minuto do encontro dos chefes de Estado e de governo, a ser encerrado na noite desta sexta-feira (13), em Copenhague. A decisão não corresponde à vontade nem à determinação da Turquia de ingressar na UE, reagiu o gabinete do primeiro-ministro turco, Abdullah Gül.

Imediatamente após o anúncio da decisão, na capital dinamarquesa, Gül reuniu-se, de madrugada, com o presidente do partido islâmico governista, Recep Tayyip Erdogan, e o ministro das Relações Exteriores, Yasar Yakis, para aprovar uma nova estratégia. Ancara havia exigido da cúpula da UE uma data concreta para o início das negociações com a Turquia, o mais rápido possível, de preferência já em 2003.

Decisão e decepção rápidas

O que veio rápido foi a decepção dos novos governantes em Ancara. Pouco depois da meia-noite, o presidente da UE e premier dinamarquês, Anders Fough Rasmussen, apareceu bem humorado no salão de conferência para anunciar o sucesso da primeira noite do encontro de cúpula, iniciado horas antes:

"Se os chefes de Estado e de governo, reunidos na cúpula de dezembro de 2004, constatarem, por recomendação da Comissão Européia, que a Turquia cumpriu os critérios, a UE vai iniciar as negociações para o ingresso da Turquia", disse Fough. A decisão corresponde mais ou menos à proposta conjunta da Alemanha e França, pela qual as negociações com Ancara devem começar em meados de 2005.

Subvenções agrícolas

Os chefes de Estado e de governo da UE também chegaram rápido a um acordo sobre outra questão polêmica: as subvenções agrícolas para os dez países que deverão estar integrados na comunidade em 2004. Os outros 14 parceiros atuais aceitaram a nova proposta da Dinamarca, país na presidência rotativa da UE no momento. Ela prevê 40,5 bilhões de euros para as subvenções agrícolas, o que representa mais de um bilhão de euros acima da soma acertada pela cúpula da UE no final de outubro em Bruxelas.

Mas os dez candidatos ainda terão de aprovar o novo consenso e todas as atenções estão voltadas agora para a Polônia, porque o governo em Varsóvia está sob forte pressão de seus agricultores e quer mais dinheiro do que o oferecido. Por isso o premier dinamarquês tem uma conversa marcada com o seu colega polonês Leszek Miller. Mas a mensagem da cúpula da UE é clara: a oferta da noite de quinta-feira é a última. Não tem mais dinheiro.

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