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Cultura

De porões, DJs e sexo: a noite em Berlim

Berlim vive a noite como se não existisse o dia. Na capital – onde bares e clubes não têm hora para fechar, dress codes variam conforme preferências sexuais, e seguranças na porta são raridades – há de tudo e para todos.

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Às vezes, a música é o de menos

Nas páginas dedicadas à vida noturna da cidade, o guia turístico britânico Time Out menciona um episódio engraçado: segundo rumores, um censor enviado pelo prefeito para fazer uma estatística dos bares e clubes da cidade nunca teria voltado.

De fato, marinheiros de primeira viagem poderão ter problemas para se encontrar na noite de Berlim. Mas quem se perder pode acabar se divertindo mais. Afinal, em Berlim a vida noturna ainda não foi contagiada pelo caráter corporativo de cidades grandes como São Paulo, Nova York e Londres.

Tanzende im Cafe Moskau, Berlin

Dançando consigo mesmo: clubes mantêm clima independente

Nada de seguranças com rádio e fone de ouvido, design internacional e música comercial. A maioria dos estabelecimentos manteve um clima independente ou pessoal, DJs são escolhidos a dedo e baristas são muitas vezes estudantes, ou seja: não espere um barman premiado fazendo malabarismo com a coqueteleira.

Quem chegar no inverno, pode até se espantar ao não encontrar ninguém nas ruas. O que não significa que estejam todos dormindo – atrás de uma portinhola escondida no fundo de um quintal pode se esconder uma festa inesquecível.

Nova experiência urbana

A reputação de Berlim como Meca dos prazeres noturnos tem história. Nos tempos do Muro, a cidade concentrava uma enorme população jovem, que vinha à capital para escapar do serviço militar. E com a dificuldade em deixar a cidade, cercada pelo Muro por todos os lados, a vida noturna só tinha a ganhar.

Fabrikgebäude in Berlin

Fábricas e galpões desativados deram lugar a clubes

A queda do Muro abriu espaço para uma nova experiência urbana. Não só cenas inteiras se mudaram para os novos bairros, mas uma miríade de velhas fábricas e galpões desativados permitiu o surgimento de festas gigantescas e esporádicas, que aproveitavam ao máximo as condições que só Berlim tinha para oferecer.

Assim surgiram clubes profissionais e famosos – principalmente de música eletrônica, a trilha sonora da reunificação – como Casino, Polar.tv e o extinto Ostgut, que fechou em 2003, mas reabriu suas portas em novembro de 2004 sob o nome Berghain (junção dos nomes Kreuzberg e Friedrichshain, por se situar na fronteira dos dois bairros).

Berghain: preferência sexual é secundária

Berghain e o anexo Panorama Bar são lugares de passagem obrigatória para quem está à procura de uma experiência inesquecível ou está fazendo um guia dos lugares mais cool do planeta. No Berghain, regem o techno e o minimal techno. Quem preferir house ou electro, deve ir ao segundo andar, onde fica o Panorama Bar.

O clube está instalado em uma antiga usina termoelétrica, contruída à base de aço e concreto, e o pé-direito da pista de dança principal chega a 18 metros de altura. A arquitetura interna é minimalista, com uma instalação de enormes placas de alumínio do polonês Piotr Nathan e fotografias ampliadas do cultuado fotógrafo alemão Wolfgang Tillmans.

Leia mais nas páginas seguintes sobre a vida noturna nos diversos bairros de Berlim e sobre a cena gay e lésbica na cidade.

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