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Economia

De mau a pior

Os seis principais institutos econômicos da Alemanha corrigiram para baixo seus prognósticos de crescimento para 2002 e 2003, segundo consta de seu relatório de outono, a ser divulgado na terça-feira (22).

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Perspectivas sombrias para a economia alemã

A revista Der Spiegel adiantou em sua edição online: cinco dos principais institutos de economia da Alemanha contam para este ano com um crescimento de apenas 0,4% do Produto Interno Bruto (PIB) alemão; em 2003, a economia deverá crescer 1,4%. A previsão do Instituto Alemão de Pesquisa Econômica (DIW) é ainda mais pessimista. O tradicional relatório de outono dos institutos será divulgado na terça-feira (22).

Em seu relatório de primavera, de abril, os institutos haviam partido de um crescimento do PIB de 0,9% para este ano e de 2,4% para 2003. Em 2001, a economia cresceu 0,6% e, em cada um dos dois primeiros trimestres deste ano, 0,3%.

O governo ainda parte oficialmente de um crescimento de 0,75% para 2002 e de 2,5% para 2003. Os novos prognósticos oficiais só serão divulgados em novembro, depois de concluída a avaliação da arrecadação tributária. Mas o ministro das Finanças, Hans Eichel, já conta desde já com rombos ainda maiores do que os previstos.

O setor empresarial acredita igualmente numa piora da conjuntura e, além disso, no aumento do número de desempregados. O presidente da Confederação da Indústria Alemã (BDI), Michael Rogowski, revelou ao jornal Berliner Zeitung que conta "infelizmente com números horrorosos" para este e o próximo ano: 0,3% em 2002 e, "só com muito esforço" mais de 1% para 2003. O desemprego deverá afetar nos meses do inverno 4,5 milhões de pessoas, avalia Rugowski. Em setembro, o número ficou pouco abaixo da marca dos 4 milhões.

Pacto de estabilidade: sim ou não?

O DIW é o único instituto a pleitear, no relatório de outono, maior flexibilidade na aplicação do pacto de estabilidade da eurolândia. Os demais cinco institutos defendem que os critérios sejam mantidos e observados.

O governo alemão pleiteia igualmente uma flexibilização. Para o chanceler federal Gerhard Schröder, não se trata de questionar o pacto e sim de interpretá-lo com comedimento, "tanto quanto possível e necessário numa determinada situação conjuntural".

O ministro das Relações Exteriores, Joschka Fischer, havia feito declarações semelhantes em entrevista à revista Spiegel. O político do Partido Verde defende que seja possível a um país aumentar seu endividamento, quando a conjuntura está ruim.

O presidente do Banco Central Alemão, Ernst Welteke, adverte por sua vez em entrevista à edição domingueira do jornal Bild: "O pacto precisa ser cumprido!".

O pacto de estabilidade da zona do euro está na berlinda na Alemanha, desde que o ministro Eichel anunciou, na quarta-feira (16), que a Alemanha não conseguirá cumprir os critérios estabelecidos pelo pacto, devendo ultrapassar o limite de 3% para o déficit orçamentário e aumentar o novo endividamento.

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