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Cultura

De Bach a Pixinguinha

Músicos brasileiros homenageiam o barroco em turnê por cidades européias, fazendo a ponte entre as influências do velho continente e as raízes afro-indígenas da música brasileira.

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A saxofonista Maria Bragança

Ecletismo é a marca de Maria Bragança. Avessa à divisão entre música clássica e popular, a instrumentista brasileira toca ao saxofone desde Bach até Pixinguinha, passando por Villa-Lobos e as anônimas canções populares do interior do Brasil.

Em seus projetos, a mineira de Itabira concentra-se no estilo barroco, o qual apresenta numa releitura em que a reverência histórica é o que menos interessa. Em sua reinterpretação de um clássico como Johann Sebastian Bach, ela estabelece uma ponte entre as influências européias que constituem um dos fundamentos da música brasileira e as raízes afro-indígenas desta, num trabalho que ela define como "harmonização das culturas".

Trio apresenta Alma Barroca

Antonio Carlos Vieira Magalhaes

O cravista Antonio Carlos Vieira Magalhães

Ao lado do cravista Antonio Carlos Vieira Magalhães e do violonista Luiz Naveda, a saxofonista está realizando uma turnê por cidades européias, patrocinada pelo Itamaraty e pela Secretaria de Cultura de Minas Gerais.

O trio de mineiros apresentou-se recentemente em Itabira, nas comemorações do centenário de nascimento de Carlos Drummond de Andrade, e em concerto no Museu da Arte da Pampulha, em Belo Horizonte. Agora os músicos trouxeram para a Europa sua proposta inusitada em que combinam instrumentos e informações musicais de origens e épocas diferentes.

Maria Bragança, formada pela FMU de São Paulo e pela Escola Superior de Música de Düsseldorf, e Antonio Carlos Magalhães, que se especializou em cravo no Porto, em Portugal, já haviam trabalhado juntos na gravação do CD Alma Barroca. A saxofonista participou ainda da trilha sonora do filme documentário O poeta de sete faces, sobre Drummond e Magalhães, e da trilha sonora de Xica da Silva, novela da Rede Manchete. O violonista Naveda, que completa o trio, concluiu mestrado em performance musical na UFMG, pesquisando timbre, acústica e psicoacústica do violão.

Nos concertos que realizarão em Viena (27 de novembro, Boesendorfer Saal) e Munique (1º de dezembro, Carl-Orff-Saal), os músicos brasileiros serão acompanhados por Mustapha Tettey Addy, conceituado percussionista de Gana. Do programa, fazem parte composições de Johann Sebastian Bach, Heitor Villa-Lobos, Egberto Gismonti, Pixinguinha, Ernesto Nazaré e Darius Milhaud.