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Alemanha

Dança das cadeiras nos bastidores social-democratas

Franz Müntefering, cogitado para ser vice-chanceler num governo Merkel, desiste de se candidatar à reeleição como presidente do SPD. O motivo é a derrota de seu candidato ao posto de secretário-geral do partido.

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Mais um que se despede

O presidente do Partido Social Democrata (SPD), Franz Müntefering, declarou à imprensa que não vai se candidatar à reeleição para o posto, na convenção que se realizará dentro de duas semanas, em Karlsruhe. A decisão é conseqüência da derrota de seu candidato, Kajo Wasserhövel, para o cargo de secretário-geral do partido.

O diretório do SPD decidiu por 23 votos contra 14 nomear para essa função Andrea Nahles, representante da ala esquerda do partido. A eleição para o cargo de secretário-geral também ocorrerá na convenção, em meados de novembro.

Em aberto

Andrea Nahles

Andrea Nahles: representante da ala esquerda e liderança em ascendência

Müntefering garantiu que vai continuar coordenando os trabalhos dos social-democratas nas negociações da grande coalizão, mas deixou em aberto se comporá o novo governo. Ele estava previsto como vice-chanceler e ministro do Trabalho. "Deixo em aberto se vou continuar sendo membro do gabinete depois da próxima convenção", afirmou o político.

O diretório do Partido Social Democrata, composto por 45 lideranças, elegeu Andrea Nahles com absoluta maioria de 23 votos para o cargo de secretária-geral. Seu adversário Kajo Wasserhövel, apoiado abertamente por Müntefering, teve apenas 14 votos. "Sob essas condições não posso continuar sendo presidente do partido", declarou o atual presidente social-democrata.

Rejuvenescimento acelerado

Müntefering anunciou ainda uma reunião extraordinária do partido para a próxima quarta-feira (2/11). A escolha de Nahles, 35 anos, faz parte de um projeto de rejuvenescimento das lideranças do partido no país. Um processo, porém, que parece andar mais rápido do que os políticos mais antigos pensaram. E quiseram.

Reflexos do choque em Berlim

O anúncio de Müntefering, além de precipitar seu partido numa crise, reflete-se também nas negociações para uma grande coalizão, que entraram em sua quarta rodada na noite desta segunda-feira.

Segundo o diário Die Welt, o governador da Baviera, Edmund Stoiber, designado para ministro de Economia e Novas Tecnologias, também não vai mais querer compor o governo, se Müntefering não fizer parte do gabinete.

Um outro jornal, o Rheinische Post, afirma mesmo que a liderança da União Democrata Cristã (CDU), partido de Angela Merkel, já está começando a pensar em nova eleições para o dia 26 de março de 2006.

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