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Cultura

Da pista de pouso ao aeroporto gigante de hoje

Exposição no Museu Alemão de Arquitetura, em Frankfurt, apresenta 100 anos da arquitetura funcional a serviço do sempre crescente tráfego aéreo.

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O Aeroporto de Berlim-Brandemburgo, um dos destaques da exposição

No começo, bastava um gramado plano ou uma clareira no meio da mata para o pouso de uma aeronave. Hoje, os aeroportos são construções de alta complexidade, que abrigam em si verdadeiras cidades.

No início do século passado, os aviões atraíam curiosos, que os admiravam como maravilhas de um conto de fadas. Hoje, as multidões de usuários não param de crescer, ao mesmo tempo em que aumenta também o número dos que acusam as máquinas maravilhosas de só empestear o ambiente com o barulho e as emissões de suas turbinas.

Cem anos da história da construção a serviço do crescente tráfego aéreo e de todas as funções a ele relacionadas são o tema de uma exposição em Frankfurt, no Museu Alemão de Arquitetura, à mostra até 22 de setembro.

Foi na década de 20 que um prédio foi projetado para servir a essa finalidade pela primeira vez, na então Königsberg, hoje Kaliningrado. Mas ainda não havia se desenvolvido então uma arquitetura funcional específica, de modo que o edifício poderia servir igualmente tanto de prefeitura como de escola.

World AirPorts — De lá para cá, muita coisa mudou. O módulo principal da exposição dedica-se à apresentação de oito aeroportos internacionais cujos projetos arquitetônicos são assinados por estrelas e considerados modelares para as múltiplas funções que um edifício desses preenche nesta era da globalização: Kuala Lumpur, Hong Kong, Sevilha, Munique, Washington, Paris, Bangcoc e Berlim-Brandemburgo.

Maquetes, desenhos e fotografias documentam cada um dos projetos, que são ainda esclarecidos pelos arquitetos que os desenharam, em entrevistas especiais gravadas em vídeo.

Módulo histórico — Uma segunda seção da mostra dedica-se ao desenvolvimento da arquitetura dos aeroportos ao longo do século XX. Um dos exemplos apresentados é o do Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro.

Nas décadas de 60 e 70, os projetistas tinham predileção pelas construções abertas, que deixavam à vista todo o movimento das aeronaves, dos transportes coletivos e automóveis chegando e partindo. Exemplos são o Aeroporto de Shiphol, na Holanda, e o de Tegel, em Berlim. Já na década de 80, a técnica passou a ser escondida, desaparecendo em túneis construídos sob os terminais, como em Stansted, Londres.

Exemplo de funcionamento — Toda uma seção documenta o funcionamento do Aeroporto Reno-Meno, de Frankfurt, uma "cidade em si", embora os organizadores da mostra não o considerem um exemplo ideal de integração na região.

"O maior erro no planejamento de um aeroporto", afirma Manuel Cuadra, o curador da exposição, "é pensar que se trata apenas de uma questão de funcionalidade". Para que tudo funcione sem atritos, é preciso que os usuários e os moradores das cercanias se identifiquem com "seu" aeroporto. "E, neste caso, a arquitetura pode ajudar", conclui. (lk)

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