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Economia

Dívidas das operadoras atrasam UMTS na Europa

Empresas que pagaram preços astronômicos pelas licenças enfrentam dificuldades para iniciar operação do serviço. Governos querem autorizar revenda de freqüências.

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Demonstração de serviço UMTS pelo diretor-executivo da MobilCom, Gerhard Schmid

Quanto mais baratas as licenças nacionais tanto mais rápido será o lançamento do UMTS (Sistema Universal de Telecomunicações Móvel) no mercado. Esta é a avaliação de 43% dos 153 especialistas e líderes empresariais do setor de telecomunicações da Alemanha, segundo uma pesquisa divulgada em Hamburgo.

As operadoras de telefonia celular da Inglaterra e da Alemanha estão de caixa vazia. A receita federal alemã abocanhou cerca de € 8,5 bilhões por licença de UMTS; os britânicos pagaram um pouco menos: cerca de € 7 bilhões por concessão.

Atraso - A conseqüência é que, nos dois países, o serviço não deverá entrar em operação este ano, conforme previsto inicialmente, e, sim, em meados de 2003. Já a Finlândia, que não pediu um centavo sequer pelas concessões, começa a utilizar a tecnologia este ano. Em setembro, a operadora finlandesa Sonera pretende inaugurar a primeira rede comercial de UMTS.

Outros países europeus cobraram preços modestos pelas licenças. Foi o caso da Dinamarca e da Áustria, onde custaram em torno de € 500 milhões por concessão, que corresponde a 8,10 euros por habitante para cada licença. Os franceses baixaram os preços do UMTS de cerca de € 5 bilhões estipulados para € 619 milhões.

Além de terem que adiar o lançamento, as operadoras alemãs estão sendo forçadas a economizar. Segundo os especialistas, elas não dispõem de recursos próprios, por exemplo, para desenvolver a tecnologia dos celulares de terceira geração (3G). O setor depende da cooperação de parceiros financeiramente fortes.

Revenda - Por isso, os governos da Itália, Inglaterra e Alemanha já avaliam a possibilidade de autorizarem a revenda de licenças de UMTS pelas firmas que não têm condições financeiras de colocar o serviço em operação. Pelas regras dos leilões, elas são obrigadas a devolver as concessões ao Estado, caso não as utilizem. A nova etapa de liberalização do mercado poderia salvar algumas operadoras da inadimplência.

O ministro das Comunicações da Itália, Maurizio Gaspari, disse ao jornal alemão Handelsblatt que pretende autorizar por lei, nos próximos meses, o comércio de freqüências entre operadoras concorrentes. "Isso tornará o mercado mais eficiente e romperá velhas estruturas", disse. A medida deve baixar o preço das licenças e favorecer pequenas empresas que não tiveram chances nos leilões.

Visões caras Confira os preços pagos pelas licenças de UMTS (em bilhões de euros):
Alemanha: 50,5
Reino Unido: 38,5
Italia: 12,2
França: 9,9
Holanda: 2,7

Fonte: Handelsblatt

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