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Alemanha

Custos excessivos ameaçam o circo da F-1

A explosão de custos, aliada à recessão econômica, está assustando tanto os responsáveis pelo automobilismo quanto as empresas patrocinadoras.

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A telefônica Vodafone é um dos patrocinadores da Ferrari, assim como os cigarros Marlboro, que têm seus dias contados

A falência da escuderia Prost, no início deste ano, foi o primeira sinal de advertência. Reconhecendo o perigo, o presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Max Mosley, tratou de tomar as primeiras medidas: a partir de 2004, as escuderias só poderão utilizar um motor por piloto para o treino de qualificação e a corrida. O número de testes entre as corridas será também limitado.

As grandes escuderias dependem dos investimentos das montadoras para sobreviver. A DaimlerChrysler (McLaren-Mercedes), Ford (Jaguar), Renault, Fiat (Ferrari), Honda (Jordan e BAR), BMW (Williams) e agora a Toyota investiram cerca de 1,5 bilhão de dólares nas equipes e nos carros.

O orçamento global das 11 escuderias é estimado entre 1,7 e 2,1 bilhões de dólares. O maior investidor é a Toyota, que está gastando entre 330 e 400 milhões de dólares para entrar na Fórmula-1. A Ferrari gasta US$ 250 milhões para defender o título, a McLaren-Mercedes US$ 220 milhões, e a Williams-BMW US$ 210 milhões.

Patrocínio – Sem publicidade a Fórmula-1 também não funciona. A operadora britânica Vodafone, por exemplo, está pagando 75 milhões de dólares para ter seu logotipo no carro de Michael Schumacher durante a temporada. A empresa eletrônica japonesa Panasonic patrocina a Toyota, assim como a Wella, fabricante de cosméticos e produtos de beleza.

A partir de 2006, entretanto, as escuderias terão que buscar alternativas para substituir a publicidade de cigarros, que será banida da Fórmula-1. Equipes como a Minardi, Arrows e Sauber, dependem quase que inteiramente dos patrocinadores. Mas em tempos de vacas magras, muitas empresas estão reformulando seus planos ou mesmo se retirando do automobilismo.

A fabricante de chips Infineon, que havia investido 6 milhões de euros por temporada na Jordan, é um exemplo. O setor de semicondutores entrou em recessão e os carros da Jordan não conseguiram mais boas colocações. A diretora da Infineon, Birgit Fischer-Harrow, resumiu o problema: "Numa época de dificuldades econômicas não se pode dar ao luxo de ter uma imagem de perdedor. Não adianta nada se os carros chegam em quinto ou sexto lugar."

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