1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Copa do Mundo

Curitiba respira aliviada após decisão da Fifa

Capital paranaense evita danos mais graves à imagem de cidade modelo e é confirmada como uma das sedes da Copa. Valcke, porém, diz que Arena da Baixada seguirá monitorada e alfineta: "Obra só andou porque pressionamos."

Após quase um mês do ultimato, o secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke,

confirmou

nesta terça-feira (18/02) a permanência de Curitiba como uma das sedes da Copa de 2014. A decisão causou alívio nos governos municipal e estadual. A exclusão da cidade trataria prejuízos não só para a sua imagem, como também financeiros.

“Recebemos com alegria e não com euforia a decisão da Fifa, porque estamos nos empenhando para fazer um belo evento, com transparência nos investimentos e clareza”, afirmou o prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet.

O prefeito garantiu que o estádio ficará pronto na data estipulada e lembrou que Curitiba é a primeira cidade, além das que receberam a Copa das Confederações, a iniciar a construção das estruturas temporárias. “Devemos deixar claro que estamos honrando os compromissos assumidos”, afirmou Fruet.

O governador do Paraná, Beto Richa, comentou a decisão nas redes sociais. “Não imaginava o contrário, apesar dos percalços enfrentados e que estão sendo vencidos”, escreveu, lembrando que a cidade é a terceira em número de pedidos de ingresso para a Copa.

“Isso mostra o interesse das pessoas em conhecer a nossa capital, que já é uma referência internacional, e o Paraná, que tem muitos atrativos para mostrar ao país e ao mundo”, assinalou Richa.

Obras a todo vapor

No anúncio em que confirmou a manutenção de Curitiba como sede, no entanto, Valcke aproveitou para dar um puxão de orelha na cidade. "Nós estávamos muito insatisfeitos com o andamento do estádio. A obra agora andou muito, mas só porque nós pressionamos e colocamos nossa equipe no local", disse o francês. "Toda a gestão da construção será monitorada por nós."

Jerome Valcke in Brasilien

O secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke: "Construção será monitorada por nós"

Agora a cidade precisa correr para finalizar a Arena da Baixada até 15 de maio. A obra está no estágio final, com 90% do estádio concluído. Ainda faltam a instalação total das cadeiras, a conclusão dos acabamentos nos vestiários, lanchonetes e lojas, além da parte elétrica, de transmissão, iluminação e de pontos de tecnologia de informação.

A última pendência para a conclusão das obras é a liberação, que deve acontecer em breve, do empréstimo de 65 milhões de reais pelo BNDES.

Além do estádio, Curitiba tem também que correr contra o tempo para finalizar até maio todas as sete obras de mobilidade urbana prometidas, que também estão todas atrasadas. Segundo Reginaldo Cordeiro, secretário municipal da Copa do Mundo, a obra mais crítica é a reforma no terminal de ônibus no bairro Santa Cândida.

“É uma obra importante para a cidade e para região metropolitana como legado, mas ela não está diretamente no eixo de necessidade para a Copa do Mundo, então essa obra está mais lenta que as outras”, justificou em entrevista à DW Brasil.

Cidade quase modelo

Curitiba construiu ao longo de sua história a imagem de cidade modelo no Brasil. Investimentos em urbanismo transformaram a capital do Paraná em uma das metrópoles mais planejadas e organizadas do país. Seu sistema de transporte diferenciado, com estações tubo, foi copiado em diversos países do mundo.

Jerome Valcke in Brasilien

Valcke faz visita ao estádio Beira-Rio

Essa imagem construída ao longo de muitos anos correu o risco de ser severamente arranhada em poucos minutos, caso a Fifa tivesse optado pela exclusão de Curitiba da Copa.

“Uma eventual saída da cidade como sede da Copa teria efeito desastroso para o principal atrativo da cidade, ou seja, sua eficiência e criatividade na solução dos problemas urbanos”, opina Carlos Hardt, professor de Arquitetura e Urbanismo da PUC-PR.

O professor de engenharia civil da Universidade Federal do Paraná Mauro Lacerda também acredita que o principal impacto de uma decisão negativa da Fifa seria no turismo.

“Evidentemente há sempre um desgaste do ponto de vista do marketing turístico, para o país e para o estado. Mas o setor do comércio, entre eles restaurante e hotéis, iriam sofrer bastante”, reforça.

Além do abalo na imagem da cidade, com a exclusão a capital do Paraná teria que assumir os prejuízos das obras exigidas pela Fifa. Teria, também, que arcar com uma multa, estipulada no contrato assinado com a entidade máxima do futebol.

Leia mais