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Ciência e Saúde

Curiosity encontra carbono de origem desconhecida em Marte

Sonda encontra composto orgânico no solo do planeta, mas é incerto se ele é originário de Marte ou foi levado para lá. "Simplesmente encontrar carbono não significa que isso tenha algo a ver com a vida", diz cientista.

Rover On Earth *** Local Caption *** (News-Item): These are the first images transmitted to NASA laboratory in Pasadena, California of the soil of Mars as photographed by the several cameras of Rover, the first scientific vehicle landing on the planet's soil. NASA's rover Curiosity successfully carried out a highly challenging landing on Mars early Monday, transmitting images back to Earth after traveling hundreds of millions of miles through space to explore the red planet. This is a stunning achievement. The engineering went flawlessly, said Scott Hubbard, who was the first Mars program director at NASA headquarters and is now a consulting professor at Stanford University. The 10 science instruments aboard Curiosity are in perfect health, and testing and calibration are under way, NASA said today. Some rover team specialists are analyzing the data from the landing, while others are preparing Curiosity for exploring Gale Crater, where it landed, NASA said. On its first full days on Mars, the rover is tasked with raising its high-gain antenna, enabling it to communicate directly with Earth at higher data rates. The primary method of transmitting data is through the orbiters, because that is more energy-efficient. Photo via Newscom picture alliance

Mars Farbbilder von Curiosity

A sonda Curiosity, da Nasa, encontrou, no solo de Marte, um composto à base de carbono, o que pode ser um indício de vida no planeta. No entanto, a origem das moléculas ainda deverá ser cuidadosamente avaliada, ​anunciaram os cientistas da Nasa nesta segunda-feira (03/12). É até mesmo possível que o próprio robô tenha levado as partículas da Terra para Marte.

Ao investigar amostras de solo, o laboratório integrado na Curiosity detectou, além de oxigênio e dióxido de cloro, vestígios de compostos de carbono. "Mesmo que o instrumento tenha detectado um elemento orgânico, precisamos comprovar que ele é originário de Marte", explicou o diretor científico da missão, John Grotzinger, lembrando que o material pode ter caído na superfície do planeta.

Além disso, também tem que ser esclarecido se as partículas são mesmo material biológico. Uma análise mais aprofundada vai levar algum tempo, segundo Grotzinger. "Simplesmente encontrar carbono em algum lugar não significa que isso tenha algo a ver com a vida ou que tenhamos encontrado um meio ambiente habitável", destacou Grotzinger. "Se você tem carbono orgânico e não tem água, você não tem um ambiente habitável", complementou.

This image provided by NASA shows shows a Martian rock outcrop near the landing site of the rover Curiosity thought to be the site of an ancient streambed. Curiosity landed in a crater near Mars' equator on Aug. 5, 2012, on a two-year mission to study whether the environment could have been favorable for microbial life. (AP Photo/NASA)

Em setembro, Curiosity fotografou cascalho em um curso de rio antigo

Outros elementos necessários

Mesmo havendo carbono e água, a vida precisa de outros elementos químicos, como oxigênio, enxofre, fósforo e nitrogênio, para se formar e evoluir. "Não é inesperado que este monte de areia não seja rico em compostos orgânicos. Ele tem estado exposto ao árido ambiente marciano", acrescentou o cientista Paul Mahaffy, também da Nasa.

As moléculas foram descobertas por um equipamento que aquece e analisa amostras de solo. As amostras foram retiradas de um lugar chamado Rocknest, na cratera Gale. São cinco amostras de solo, que consistem de areia fina e grossa, além de poeira, coletadas pelo braço mecânico do robô.

Missão tripulada

A Curiosity pousou em Marte no início de agosto, após mais de oito meses de viagem pelo espaço. A missão, que custa 2,5 bilhões de dólares, está prevista para durar dois anos.

É a primeira missão da Nasa incluindo estudos de astrobiologia desde as provas coletadas pelo programa Viking, nos anos 70. O projeto também se destina a estudar o meio ambiente do planeta, com o objetivo de preparar uma possível missão tripulada. O presidente americano, Barack Obama, prometeu que os EUA vão enviar astronautas a Marte até 2030.

In this image released by NASA on Monday, Aug. 27, 2012, a photo taken by the Mast Camera (MastCam) highlights the geology of Mount Sharp, a mountain inside Gale Crater, where the rover landed. Prior to the rover's landing on Mars, observations from orbiting satellites indicated that the lower reaches of Mount Sharp, below the line of white dots, are composed of relatively flat-lying strata that bear hydrated minerals. Those orbiter observations did not reveal hydrated minerals in the higher, overlying strata. The MastCam data now reveal a strong discontinuity in the strata above and below the line of white dots, agreeing with the data from orbit. Strata overlying the line of white dots are highly inclined (dipping from left to right) relative to lower, underlying strata. The inclination of these strata above the line of white dots is not obvious from orbit. This provides independent evidence that the absence of hydrated minerals on the upper reaches of Mount Sharp may coincide with a very different formation environment than lower on the slopes. The train of white dots may represent an unconformity, or an area where the process of sedimentation stopped. (Foto:NASA/JPL-Caltech/MSSS/AP/dapd)

Robô enviou fotos do solo marciano que encantaram cientistas

O principal objetivo do robô é procurar sinais de vida no planeta vermelho. O carbono é a base da vida na Terra. A descoberta de moléculas de carbono em Marte seria uma indicação decisiva de que pode um dia ter havido vida no planeta ou que a vida nele é possível. Em setembro, o robô encontrou sinais de que a cratera em que pousou já teve água.

A próxima tarefa da soda-robô − a mais cara e sofisticada já criada − é investigar o solo marciano com sua broca ainda antes do Natal. No começo do próximo ano, está prevista a viagem para sua meta final: o Monte Sharp.

MD/rtr/dpa/afp/lusa
Revisão: Alexandre Schossler

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