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Mundo

Curdos retomam campo de petróleo das mãos do EI

Investidas militares aéreas, apoiadas pelos aliados, e terrestres expulsam jihadistas do complexo, um dia após ocupação. Comércio ilegal de petróleo é importante fonte de recurso para "Estado Islâmico".

Forças curdas retomaram neste sábado (31/01) um campo de petróleo iraquiano das mãos do "Estado Islâmico" um dia após o grupo jihadista tê-lo ocupado, afirmou um agente de segurança curdo, calculando que pelo menos 40 combatentes do EI morreram na operação.

Apoiados por aviões de guerra das forças aliadas, que realizaram 27 ataques aéreos nas últimas 24 horas – matando um jihadista especialista em armas químicas – as tropas conseguiram expulsar os jihadistas do complexo de Khubbaz, na cidade de Kirkuk, informou o brigadeiro Sarhad Qader, da polícia regional.

A conquista é importante porque o comércio ilegal de petróleo é uma das principais fontes de recursos que financiam as atividades do EI.

"As forças peshmerga e policiais esvaziaram o campo de Khubbaz há pouco tempo e estão aptas a entrar nele, após cercá-lo por horas", disse Qader neste sábado, informando ainda que os curdos retomaram outros oito vilarejos.

O EI havia capturado o campo de petróleo na sexta-feira, fazendo 24 reféns. Um coronel da polícia contou que os policiais tiveram que aguardar antes de liberar os reféns por receio de que os jihadistas pudessem ter implantado explosivos no bunker onde as vítimas estavam detidas.

Confirmada retomada de Kobane

Forças curdas terrestres, ajudadas por forças aéreas americanas e aliadas, retomaram a cidade síria de Kobane das mãos do "Estado Islâmico", como confirmou neste sábado o tenente-general americano James Terry, comandante da força-tarefa conjunta que vem realizando os ataques aéreos contra o EI.

O secretário americano de Estado, John Kerry, disse que a retomada da estratégica Kobane foi uma "grande jogada". Durante encontro com seus homólogos mexicano e canadense em Boston, Kerry ressaltou que o EI foi "obrigado a reconhecer a própria derrota".

As forças aliadas, lideradas pelos Estados Unidos, realizaram mais de 700 ataques aéreos na região de Kobane desde 8 de agosto, com o objetivo de ajudar os curdos a expulsarem os jihadistas de lá.

Em um vídeo divulgado na sexta-feira, dois combatentes jihadistas afirmam que os ataques aéreos da coalizão liderada pelos americanos levaram o grupo a ter que deixar Kobane.

O "Estado Islâmico" lançou a ofensiva sobre a região de Kobane no meio setembro, capturando mais de 300 vilarejos curdos e partes da cidade. Com os ataques aéreos e a firme resistência curda, os jihadistas começaram a perder território há duas semanas. Eles perderam mais de mil combatentes na região, segundo ativistas.

MSB/rtr/afp/dpa/ap


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