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Mundo

Curdos lançam ofensiva terrestre contra o "Estado Islâmico"

Ataque para libertar cidade iraquiana de Sinjar é realizado por combatentes peshmerga, com apoio aéreo da coalizão internacional liderada pelos EUA. Cidade foi tomada pelos jihadistas no ano passado.

Tropas curdas começaram uma ofensiva para retomar a cidade de Sinjar, tomada pelo "Estado islâmico" (EI) no ano passado. Um comunicado do Conselho de Segurança Regional Curdo nesta quinta-feira (12/11) informou que cerca de 7,5 mil de seus combatentes peshmerga participam da ofensiva.

O objetivo principal da ação é cortar uma das principais rotas de abastecimento utilizadas pelo EI. A via, a estrada 47, liga a capital de fato do EI, Raqqa, na Síria, com Mosul – a maior cidade sob controle dos jihadistas, situada no norte do Iraque.

Combatentes curdos no Iraque e na Síria estão lutando para retomar partes do corredor, ajudadas por apoio aéreo da coalizão liderada pelos EUA. Sinjar tem importância tanto estratégica como simbólica.

Caças da coalizão bombardearam alvos em torno de Sinjar antes da ofensiva. Segundo informações de militares americanos, pelo menos 60 jihadistas foram mortos no ataque.

A cidade foi tomada pelo EI em agosto do ano passado, quando os jihadistas varreram o norte do Iraque, praticando atrocidades contra os membros da minoria yazidi.

Combatentes yazidi também estariam entre as tropas da ofensiva para recuperar Sinjar. O grupo é curdo, mas sua fé é ligada a antigas religiões da Mesopotâmia e sofreu intensa perseguição nas mãos do EI, que considera os yazidis como hereges.

Durante a invasão de Sinjar, o EI praticou assassinatos em massa de homens yazidi, forçando outros a se converterem ao islamismo e escravizando centenas de mulheres e meninas.

Sinjar foi alvo dos primeiros ataques aéreos dos EUA contra o EI, com o objetivo inicial de proteger os membros do grupo yazidi que tinham fugido da cidade em direção às montanhas.

Grupos da ONU dizem que pelo menos 40 mil yazidis se refugiaram em nove locais no Monte Sinjar. Muitos foram escoltados por combatentes peshmerga até chegarem seguros no Curdistão iraquiano.

MD/afp/ap/rtr

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