Cunha diz que volta à Câmara na segunda | Notícias e análises sobre os fatos mais relevantes do Brasil | DW | 19.05.2016
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Brasil

Cunha diz que volta à Câmara na segunda

Em depoimento ao Conselho de Ética, deputado afastado da presidência da casa, volta a negar que tenha contas no exterior. Cunha diz que decisão do STF de afastá-lo é "excepcional e sem previsão constitucional".

Em depoimento ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados nesta quinta-feira (19/05), o deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afastado da presidência da casa, afirmou que voltará a frequentar o Congresso Nacional na próxima segunda-feira. "Eu estou suspenso do exercício do mandato e não do mandato", afirmou.

Impedido de exercer suas funções desde 5 de maio, por decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), Cunha voltou a negar que possui contas não declaradas no exterior e disse que a Corte tomou uma decisão "excepcional e sem previsão constitucional".

Cunha é suspeito de ter recebido 5 milhões de dólares em propina do esquema de corrupção na Petrobras, investigado pela Operação Lava Jato.

Questionado se teria influência no governo do presidente interino Michel Temer, Cunha disse que não indicou "nem um alfinete" ao colega do PMDB. "Se indicasse não teria nenhum delito nisso, não estou suspenso pelo Supremo Tribunal Federal de falar com as pessoas ou de exercer minha militância partidária", afirmou Cunha.

O processo contra Cunha no Conselho de Ética tem como base a denúncia de que o parlamentar mentiu à CPI da Petrobras, em março de 2015, sobre a existência de contas no exterior. Documentos da Promotoria da Suíça, entre cópias de passaportes, gastos de cartões de crédito e extratos que apontavam a ligação de Cunha e sua mulher, a jornalista Cláudia Cruz, com quatro contas não declaradas na Suíça. confirmam a suspeita. A defesa de Cunha tem cinco dias para apresentar alegações.

KG/Abr/rtr

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