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Brasil

Cunha diz que não renuncia à presidência da Câmara

Em primeira entrevista após revelação de contas secretas no exterior, deputado peemedebista mantém silêncio sobre denúncias, mas acusa o governo de Dilma Roussef de protagonizar "o maior escândalo de corrupção do mundo".

Na primeira entrevista à imprensa após a revelação de documentos mostrando sua ligação com contas secretas no exterior, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, disse nesta segunda-feira (19/10) que se sente em condições e com legitimidade para continuar comandando a Casa. Ele afirmou que não renunciará ao cargo e acusou o governo da presidente Dilma Roussef de protagonizar "o maior escândalo de corrupção do mundo".

"Aqui [da presidência da Câmara] só cabe uma maneira de eu sair, que é renunciar, e eu não vou renunciar. Então, aqueles que acham que podem contar com minha renúncia, esqueçam: eu não vou renunciar", afirmou Cunha.

A declaração de Cunha ocorre após a divulgação de documentos que comprovariam a existência de contas na Suíça em seu nome e de familiares e que, segundo denúncias, foram usadas para o recebimento de propina em um esquema de corrupção investigado na Operação Lava Jato.

O deputado negou que esteja sofrendo pressão para sair da presidência ou que esteja em busca do apoio de aliados e do PMDB, eu partido, para permanecer no comando da Câmara e chamou de especulações as informações divulgadas. "Não estou trabalhando, nem buscando, nem dependendo de manifestação de apoio para a minha situação [na Câmara]" afirmou. "Não tem articulação [para sair da presidência], nem ninguém me procurou para falar disso. Qualquer especulação que está sendo feita é pura perda de tempo."

Em relação às denúncias que o envolvem, Cunha voltou a se recusar a falar sobre as contas na Suíça. "Mantenho o que eu disse por meio de nota e sobre esse assunto só vou me pronunciar por meio de nota e dos meus advogados", disse, mencionado o comunicado divulgado na última sexta-feira. Neste texto ele acusa a Procuradoria-Geral da República de perseguição política e de promover vazamentos de informações seletivas contra ele.

Em razão das denúncias, a Procuradoria-Geral pediu a abertura de investigação contra Cunha. O pedido foi aceito pelo ministro Teori Zavaski, relator dos projetos da Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF). No pedido, a Procuradoria-Geral afirma que o deputado recebeu propina de contratos da Petrobras até 11 de setembro de 2014. Segundo a procuradoria, Eduardo Cunha recebeu 5 milhões de dólares americano em contratos de navios-sonda para a Petrobras.

Porém, além da renúncia, Cunha pode deixar o cargo caso tenha o mandato cassado. Na terça-feira da semana seguinte começará a tramitar no Conselho de Ética da Câmara um processo por suposta quebra de decoro parlamentar.

PV/ab/ots

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