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Cultura

Cultura mirim

Boa parte dos museus na Alemanha reclama da baixa taxa de visitantes. Uma espécie deles, porém, vive um verdadeiro boom no país: os museus infantis, voltados para matar a curiosidade dos baixinhos.

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Crianças no Museu do Livro Ilustrado, em Troisdorf

Eles existem em várias das grandes cidades alemãs: Berlim, Frankfurt, Munique e há pouco também em Hamburgo, onde foi fundado recentemente o Kindermuseum Klick. Ao contrários de seus semelhantes destinados à visitação de adultos, os museus infantis têm uma peculiaridade: o que está ali pode e deve ser tocado, mexido, experimentado.

A idéia é fazer com que o público mirim não seja apenas um espectador passivo – o que poderia se tornar uma atividade consideravelmente chata – mas um ator ativo no ambiente do museu. Na Alemanha, existem hoje 20 instituições do gênero, um número relativamente pequeno, se comparado aos 400 museus infantis existentes nos EUA. Além dos acervos fixos, vários deles oferecem na Alemanha exposições rotativas. Todas baseadas no princípio do learning by doing.

Espaço para crianças urbanas

"Na verdade, pode-se dizer que esse boom acontece porque há uma demanda de espaço no país. Uma necessidade de oferecer lugares onde a criança possa experimentar ela própria as coisas. Hoje, são poucos os que podem simplesmente sair por aí investigando o mundo sozinhos", diz a arqueóloga e educadora Claudia Strecker, funcionária do Kindermuseum Klick em Hamburgo.

Ou seja, na impossibilidade de sair escarafunchando o universo, os baixinhos que vivem nos grandes centros urbanos encontram seu nicho no museu. As salas são geralmente pintadas em cores diferentes e dedicadas a temas específicos. Nas exposições sobre o funcionamento do corpo humano, por exemplo, a criança pode medir o volume do pulmão do coleguinha ou ouvir as batidas do coração dos pais.

Bancários de plantão

Uma das salas mais freqüentadas do Museu Infantil Klick de Hamburgo é o espaço dedicado "às finanças". Aí, grandes e pequenos se esbaldam em um arsenal de carimbos e imitações de euros, num ambiente onde se pode comprar, vender, trocar e até mesmo abrir uma conta bancária. "Os meninos de quatro anos já adoram isso aqui. E para os adultos é tudo menos monótono", diz o pai de um dos visitantes.

Até que fosse encontrado um espaço adequado – um prédio que pertence à Igreja, em um bairro de classe baixa da cidade – a Associação do Museu Infantil de Hamburgo teve que esperar quase dez anos.

"É sempre assim. Em Nova York, por exemplo, muitos museus infantis surgiram em bairros como Brooklyn ou Bronx. Isso para que esses bairros socialmente mais frágeis tenham também uma oferta cultural para as crianças. Para a região em si é extremamente positivo, pois valoriza a área", observa Claudia Strecker. E, apesar de todo o sucesso, o Kindermuseum Klick de Hamburgo só consegue sobreviver graças a doações particulares. O Estado, nesse caso, não paga nenhum centavo.

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