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Alemanha

Cuba fica fora da Feira de Frankfurt

Havana paga Berlim com a mesma moeda e renuncia à participação na Feira do Livro de Frankfurt. Advertência contra violação dos direitos humanos em Cuba reiterada formalmente pela União Européia.

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Fidel sob a mira da União Européia

Após a Alemanha ter comunicado oficialmente, na semana passada, que não participará da Feira de Livros de Havana em 2004, Cuba anunciou – por sua vez – que se manterá à parte da Feira do Livro de Frankfurt. O porta-voz da feira, Holger Ehling, lamentou a decisão da associação cubana de editores, por trás da qual estaria o Ministério da Cultura em Havana. Os organizadores ressaltaram, no entanto, que apóiam a posição do governo alemão, que protestou – com esta decisão – contra o desrespeito aos direitos humanos em Cuba.

Resistência ativa – A Alemanha seria tema da próxima Feira de Livros de Havana. Sua recusa foi diretamente motivada pela condenação de 75 membros da oposição e pela reintrodução da pena de morte no país. Editoras e convidados que pretendam viajar a Cuba para participar da feira não receberão nenhum tipo de apoio ou subsídio do governo, segundo comunicou o Ministério das Relações Exteriores em Berlim.

Decisão polêmica – A Feira de Frankfurt espera que as boas relações com a Feira de Havana sejam restabelecidas em breve. Alguns intelectuais se manifestaram contra a postura da Alemanha, como o escritor Arturo Arango, numa entrevista concedida ao diário Frankfurter Rundschau. Medidas políticas sempre afetam primeiro a cultura, lamentou Arango, advertindo que não se deve subestimar o papel do livro no desenvolvimento social. UE adverte – “Exigimos que Cuba liberte imediatamente os prisioneiros e dê um jeito nas desumanas condições carcerárias”, declarou o ministro italiano do Exterior, Franco Frattini, diante do Parlamento Europeu, em Estrasburgo. A União Européia acusou o presidente cubano, Fidel Castro, de não ter feito absolutamente nada para atender às exigências européias pelo respeito aos direitos humanos.

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