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Mundo

Cruzeiro de luxo pode complicar Barroso

Presidente da Comissão Executiva da UE fez cruzeiro em iate particular de um amigo grego. Código de Conduta exige que todo "presente" acima de 150 de euros seja protocolado.

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Barroso: E agora?

O presidente da Comissão Executiva da União Européia (UE), o português José Manuel Barroso, embarcou com a mulher em agosto do ano passado em um iate privado de propriedade de um bilionário grego para uma viagem logo após a sua nomeação como "homem forte" da UE.

O escritório de Barroso confirmou a informação, insistiu que não houve quebra do Código de Conduta da UE e que o assunto se limita à "vida privada" de Barroso. A história, entretanto, pode complicar a vida do português.

O cruzeiro com a esposa teria custado 20 mil euros, enquanto o Código exige que qualquer "presente" cujo valor extrapole os 150 euros deve ser declarado em um protocolo na entidade.

Barroso e a família foram convidados por Spiro Latsis, presidente de um grupo com interesses nas áreas de finanças, petróleo e marítima. Eles são amigos desde que estudaram juntos na Suíça, há 25 anos.

Zwei Männer beobachten das britische Kreuzschiff Aurora in Gibraltar

Viagem de luxo teria custado 20 mil euros

"O presidente não deixa de ver amigos de longa data só porque é presidente da Comissão Européia", disse a porta-voz comunitária Françoise Le Bail, em Bruxelas.

Ela também explicou que a viagem, que durou de 22 a 28 de agosto do ano passado, foi "pessoal e privada", e que a alegação de que foi paga é "absurda". Dusan Sidjanski, 78 anos, professor suíço e atualmente presidente do Centro Europeu de Cultura e conselheiro especial de Barroso, também participou do cruzeiro.

A história foi revelada pelo jornal alemão Die Welt, em um artigo intitulado "Barroso deixa que lhe paguem viagem de cruzeiro". Na semana passada, o parlamentar britânico Nigel Farage havia pedido esclarecimentos sobre eventuais vantagens pessoais de membros da Comissão Européia, como viagens e convites. O parlamentar, um forte crítico da Comissão, é do Partido da Independência do Reino Unido UKIP, partido britânico anti-União Européia.

"O que eu estava tentando descobrir era se os grandes negócios, os que realmente têm a ganhar ou a perder com as decisões da Comissão, estavam envolvidos", argumentou Farage.

"A Comissão considera que, na medida em que as marcas de hospitalidade estão fora do quadro do exercício das suas funções oficiais, elas constituem aspectos normais da vida privada", argumentou Françoise Le Bail.

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