1. Inhalt
  2. Navigation
  3. Weitere Inhalte
  4. Metanavigation
  5. Suche
  6. Choose from 30 Languages

Cultura

Cruzada pela música alemã

O processo de encolhimento do mercado para a música alemã pode estar perto do fim. A começar pela criação do Escritório de Exportação de Música Alemã. Outras reivindicações, como cota nas rádios, estão em discussão.

default

Os metaleiros do Rammstein lideram em popularidade no exterior

Há tempos gravadoras, editores, produtores de música e lojas de CDs reclamam de queda contínua no faturamento, atribuindo o fenômeno sobretudo à pirataria e à retração no consumo causada pela crise econômica. Desde meados do ano, entretanto, algumas idéias para reverter a situação começam a ganhar formas concretas.

O primeiro passo foi oficializado nesta semana, com a criação em Berlim do Escritório de Exportação de Música Alemã (Deutsches Musikexportbüro ou German Music Export Office). A iniciativa une a Confederação das Empresas Fonográficas, a Federação das Gravadoras e Editoras Independentes, a feira de música Popkomm e o Conselho Alemão de Música. Os escritórios de direitos autorais Gema e GVL participarão de seu financiamento, assim como o governo federal em sua fase inicial.

O objetivo principal é a divulgação da Alemanha como centro produtor de músicas e a conquista do mercado externo, sobretudo o europeu. Produtos de selos de pequeno e médio porte e composições de pop e rock terão prioridade. Atualmente, a banda de rock pesado Rammstein, a cantora pop Nena e o grupo Die Toten Hosen despontam como os mais conhecidos no exterior, seguidos pela cantora de pop eletrônico Blümchen e o grupo de rock progressivo Kraftwerk.

Modelo francês – A idéia do Escritório de Exportação não tem nada de pioneira. Ela já vem sendo aplicada com êxito na Holanda, Áustria, Espanha e principalmente na França. Desde o início de suas atividades em 1993, o Bureau d'Export de la Musique Française conseguiu a façanha de ampliar as vendas no exterior de álbuns com repertório francês de 4 milhões para 39,25 milhões em 2000.

A França também serve de exemplo na regulamentação do mercado interno. Lá o governo interveio em 1995 para bloquear o processo de exclusão da música nacional e impôs uma cota de 40% para as execuções nas rádios. Na Alemanha, a presença de canções em alemão nos programas de música pop nas rádios não passa de 1,2%.

Música gravada como bem cultural – Menos polêmica que esta opção parece ser o reconhecimento de singles e álbuns de música como bens culturais, assim como livros, e não mais como um produto meramente comercial. Neste caso, o Imposto sobre Valor Agregado (MwSt) cobrado na venda dos CDs poderá baixar de 16% para 7%.

O setor acredita que a medida contribuiria para recuperar o mercado alemão de música, considerado o terceiro maior do planeta, após os Estados Unidos e o Japão. Em 2001, foram vendidos 245 milhões de unidades (CD, K-7 etc.), que representaram 2,4 bilhões de euros de faturamento. O ramo de música pop lidera os negócios, com 42,7%, seguido de rock (15,6%), dance-music (7,9%), música clássica (7,5%), música popular alemã ( Schlager 7,3%), produtos para crianças (6,3%), música folclórica alemã (2,5%), jazz (1,8%) e outros (8,8%).

Leia mais