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América Latina

Cristina Kirchner transfere poder ao vice para passar por cirurgia

Presidente argentina será operada para drenagem de um coágulo na cabeça, supostamente causado por uma queda. A menos de um mês das legislativas, segredo sobre seu estado clínico havia gerado série de especulações.

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A presidente argentina, Cristina Kirchner: sigilo em torno de seu estado de saúde gerou especulações

A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, passou o poder nesta segunda-feira (07/10) interinamente a seu vice, Amado Boudou, para se submeter a uma cirurgia nesta terça. A mandatária foi diagnosticada no sábado com um coágulo na cabeça, fruto de uma queda que teria sofrido no último dia 12 de agosto.

Inicialmente, Cristina, de 60 anos, ficaria 30 dias em repouso para ver se o corpo reabsorveria o sangue do hematoma. Mas, ao apresentar um formigamento no braço esquerdo na noite passada, os médicos decidiram pela cirurgia de emergência.

"Diante de tal sintoma, nossa equipe se reuniu no Palácio de Olivos para fazer o exame físico-neurológico e constatou uma perda transitória e leve da força muscular do membro superior [esquerdo]", disse em comunicado o hospital de Buenos Aires onde ela será operada.

Em declarações à agência de notícias EFE, o neurocirurgião Gabriel Persi, do Instituto de Neurociências de Buenos Aires, classificou a cirurgia como um "processo bastante simples, que é feito com frequência". O mais provável, explicou, é que um pequeno orifício seja aberto no crânio para drenar o hematoma.

Histórico de problemas

A saúde de Cristina Kirchner, que em 2011 foi diagnosticada com um tumor na tireoide, foi centro de uma série de especulações nos últimos dias, sobretudo pelo secretismo com que a Casa Rosada tratou o caso. Até o fim de semana, o governo não havia informado que fora uma queda a causa do hematoma na cabeça da presidente.

Na semana passada, um colunista do jornal opositor La Nación revelou que Cristina, com a saúde supostamente fragilizada, tem tido tropeções cada vez mais frequentes e tem caído repetidamente. Até esta terça-feira, a presidente resistia em passar o poder ao vice, possivelmente para não dar mostras de debilidade antes das eleições legislativas do próximo dia 27 de outubro.

O coágulo não é o primeiro problema de saúde de Cristina, que já foi forçada a cancelar uma série de viagens oficiais por pressão baixa. No ano passado, ela passou por uma operação para para retirar a tireoide, onde fora diagnóstico inicialmente um tumor maligno. Depois, os médicos disseram que o tumor era, na verdade, benigno.

O novo problema de saúde de Cristina chega no momento político mais delicado do kirchnerismo, no poder desde 2003. Nas eleições primárias legislativas, os aliados da presidente sofreram uma derrota esmagadora, que, se culminar neste mês na perda de mais espaço na Câmara, pode enterrar a reforma constitucional que permitiria um terceiro mandato da presidente.

RPR/ap/afp/efe

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